Apesar da certeza que este tipo de demolição - com a finalidade de impedir que viciados ocupem imóvel - é paliativo ineficiente, fico pensando por qual motivo o ‘esqueleto’ não foi também demolido; e, ao contrário, foi comprado pelo município. (...). Mas se desde já (já está atrasado) existissem polÍticas públicas para tentar tirar pessoas do vício e impedir que jovens ingressassem, talvez, em alguns anos (...), a situação seria outra. Cuidar de dependente químico não dá Ibope (sic). Não seria cartão postal colocar placa de inauguração com nomes tendenciosos em centros de recuperação que, geralmente, ficam fora do perímetro urbano (...). Em resumo, viciados são tratados como sujeira e como tal, colocados embaixo do tapete pelo poder público.
Viviane Araújo
Franca - SP