‘Ano novo, vida nova’ é com certeza mais que uma expressão em tempos de final de ano. Em função do ano que finda, torna-se uma perspectiva cheia de esperança em relação ao próximo que chega. Afinal, é o novo que se aproxima, pleno de novidades inerentes a um futuro que desconhecemos. Um futuro que é fruto de nossas ações, mas que traz também o tempero e os condimentos do acaso e da esfera social na qual navegamos.
Por isso, fazemos planos. Olhamos para trás e analisamos o que não deu certo. Ponderamos os motivos, vasculhamos as causas e acabamos por tirar algumas lições. Por estarmos no silêncio de nossa consciência, geralmente somos sinceros, mesmo que essa sinceridade nos traga algum desânimo na alma. Com os resultados dessa análise, e em função de nossos novos desejos e aspirações, nos entregamos a construir objetivos, bem como as estratégias com as quais pretendemos atingi-los.
Nesse sentido, o final de ano torna-se um momento importante em nossas vidas. Um momento simbólico, na verdade, já que todo mundo sabe que nada vai mudar em sua vida de um dia para o outro, salvo algum acidente, ou a sorte grande da loteria. Entraremos no primeiro dia do ano como entramos em vários outros dias normais, alguns talvez um pouco mais incomodados pela ressaca imposta pelas comemorações.
Sabemos que todas as mudanças que sonhamos em nossos planos só se concretizarão por meio de nossas ações. São nossos passos seguros que poderão inventar esse nosso sonhado futuro, porque os dias e as horas continuarão correndo como sempre correram, indiferentes às datas, à nossa alegria, aos nossos objetivos, à nossa esperança ou à nossa ressaca.
Mas não importa, é esse simbolismo que conta. Um simbolismo regado a champanhe e cercado por familiares e amigos. Um simbolismo de festa e rituais. É por meio dele que buscamos as forças necessárias para superar os fracassos que vivenciamos no ano que se esvai. Também por meio dele é que arregimentamos as expectativas e a esperança necessárias para organizar nossos planos. E dessa forma seguimos revigorados para mais um ano de lutas, conquistas e frustrações.
Em função de tudo isso, o Comércio da Franca deseja a todos os seus leitores que acreditem firmemente nesse simbolismo. Que comemorem a chegada do novo ano, façam seus planos, chorem seus fracassos, se divirtam com seus entes queridos e se preparem para 2012 com muita garra, fé e esperança.
A despeito de todas as crenças e de todos os rituais, de todas as festas e comemorações, sobra apenas uma certeza. É preciso que um ano se vá, para que outro ano aconteça.
Um grande 2012 a todos.