11 de julho de 2026

Etíope vence entre os homens e queniana bate recorde feminino


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VITÓRIA CONSAGRADORA - A queniana Priscah Jeptoo ergue os braços ao vencer a 87ª Corrida Internacional de São Silvestre

Um etíope e uma queniana foram os vencedores das provas masculina e feminina da 87ª São Silvestre, sábado à tarde, em São Paulo. Tariku Bekele foi o campeão entre os homens. Depois de abrir vantagem na primeira parte da prova, ele manteve a distância e chegou com boa diferença sobre Mark Korir, do Quênia. Foi a segunda vez que um etíope saiu de São Paulo com o título da corrida. O Quênia tem 12 vitórias contra 11 do Brasil.

Entre as mulheres, o destaque foi a queniana Priscah Jeptoo. Ela e a etíope Wude Ayalew disputaram a liderança até os metros finais. As passadas fortes da primeira garantiram a vitória. Foi seu primeiro triunfo em São Paulo. Seu tempo, 48m48s, foi recorde. O Quênia venceu pela nona vez na capital paulista, contra sete de Portugal.

Segundo os organizadores, em 2012, atletas de 4 continentes, 34 países e 1.200 municípios brasileiros largaram. Uma forte chuva caiu logo nos primeiros minutos da prova masculina. Mesmo assim, os favoritos abriram vantagem. O grupo de destaque tinha mais de uma dezena de corredores, a maioria africanos.

No sétimo quilômetro, quatro africanos se consolidaram à frente: os quenianos Mark Korir, Matthew Kisorio e Kibet Ducan, além do etíope Tariku Bekele. Marílson Gomes dos Santos perdeu terreno e tinha 120 metros de desvantagem. Perto do Memorial da América Latina, Damião de Souza alcançou Marilson e ambos seguiram atrás do pelotão líder da corrida. Aos poucos, os africanos foram se distanciando. Sob chuva forte, o etíope Tariku Bekele assumiu a liderança entre os homens e disparou.

De forma tranquila, ele correu até o final, nunca tendo a liderança ameaçada. Acabou vencendo com o tempo com o tempo de 43m35s. A dúvida foi se ele bateria o recorde de Paul Tergat, que dura desde 1995. Não conseguiu, pois nos últimos 500 metros diminuiu o ritmo. Na sequência, vieram os quenianos Mark Korir, Matthew Kisorio e Martin Lel. Em quinto, cruzou o marroquino Najin El Qady. Damião de Souza foi o melhor brasileiro, em sétimo lugar. Marílson dos Santos ficou em oitavo.

Na prova feminina, vantagem das africanas. A estreante queniana Priscah Jeptoo e a etíope Wude Ayalew dominaram a prova logo em sua primeira parte. Até o final, elas permaneceram juntas à frente das demais corredoras. Somente no sprint final, quando a linha de chegada já estava à vista, a estreante Jeptoo abriu diferença, vencendo a prova com o tempo recorde de 48 minutos e 48 segundos. A marca anterior, de 50m19s, era da queniana Alice Timbilili, de 2010. A queniana Eunice Kirwa veio a seguir. Nádia Ejafini chegou em quarto, à frente de Rumokol Chepkanan, do Quênia. Cruz Nonato foi a melhor brasileira em sexto.

O pernambucano Jaciel Antônio Paulino, 38, foi o campeão na categoria cadeirantes. Ele concluiu o trajeto em 47min08s e subiu ao lugar mais alto do pódio pela terceira vez - venceu em 2007 e 2009. O segundo lugar ficou com Carlos Neves de Souza (49min36s) e o terceiro posto é de Heitor Mariano dos Santos (53min 17s). Angelina Nascimento da Silva, baiana de 46 anos, foi a única mulher a competir entre os cadeirantes. Ela completou a prova em 1h35min26s.