Chegou ao fim mais um ano e, novamente efetuamos as mesmas avaliações, cobranças, arrependimentos, promessas, planos para o ano que se inicia, novas conquistas etc.
O principal é saber que a vida têm valor quando é vivida com dignidade e, estar vivo e permanecer vivo exige esforço, vontade, capacidade de superação e ao mesmo tempo sentir encantamento pela coisas mais simples que a natureza possa nos oferecer gratuitamente. Quem ama a vida não pode esquecer-se do outro. Sempre em datas de final de um ano e início de outro, efetuamos reflexões e, recordamos os ensinamentos recebidos décadas atrás de um experiente colega de “farda”, que nos ensinava que quando pretendemos repensar e refletir sobre a própria vida há três áreas de grande importância: a vida afetiva, a vida profissional e a relação consigo mesmo.
A vida afetiva e familiar nos leva a considerar a qualidade das relações que estabelecemos com aqueles que nos cercam. E para uma reflexão correta, devemos efetuar os seguintes questionamentos: Estamos satisfeitos com os nossos relacionamentos pessoais? As pessoas com as quais convivemos nos fazem bem? Quais aspectos de nosso comportamento têm sido elogiados e quais criticados? Esse tipo de reflexão nos permitirá que revejamos nossas atitudes e tenhamos uma vida afetiva menos conflitiva e mais prazerosa. Quanto ao aspecto da vida profissional é importante que questionemos o grau de satisfação que temos em nosso trabalho, se nos sentimos realizados com a atividade que executamos, independentemente da “glorificação” egocêntrica que o nosso “eu” interno procura junto à sociedade. Qual a qualidade dos relacionamentos com nossos superiores e com nossos companheiros de trabalho? Enfim, temos que ter satisfação pelo que executamos em nosso labor diário.
Devemos avaliar também a relação que estabelecemos conosco. Estamos satisfeitos com a pessoa que somos? Quais são as nossas maiores virtudes? Quais defeitos que desejamos superar? O que precisamos alterar? Quais fatores têm nos dificultado para que alcancemos as transformações que desejamos? Tais questionamentos nos permitem refletir sobre nossos hábitos e para que nos esforcemos para alterar as atitudes que nos trazem sofrimentos. Devemos compreender que o maior reconhecimento de nossas “missões” deveriam vir de nós mesmos e não somente esperarmos que nossos feitos fossem destaques nacionais, como ocorrem nos filmes de super-heróis.
Como dissemos, o final do ano propicia que o indivíduo reavalie seus projetos pessoais e que busque as transformações almejadas. Reconhecer a necessidade de mudança e acreditar na capacidade de alcançá-la é um grande passo para que se possa viver de forma mais satisfatória no ano vindouro. Caro leitor, comemore hoje a chegada do ano, mesmo que esteja só, faça uma comida diferente, coloque uma roupa que goste, se dê um presente, estoure a sua champagne ou abra uma garrafa de alguma coisa que você goste muito de tomar. No mínimo, você terá um bom motivo para comemorar: a sua oportunidade de viver. A todos os leitores do jornal Comércio da Franca, que nos prestigiam com a sua leitura dominical, desejamos um próspero ano novo e que mantenham sempre acessa a alegria de viver.
ANO NOVO COM ELEIÇÕES MUNICIPAIS
Futuros candidatos a prefeito municipal de Franca, governar um município é administrar dificuldades elegendo prioridades, por isso, entendemos que, para governar, é necessário, além de dedicação e amor à causa, compromisso com o povo, com a nossa realidade e principalmente humildade. Não é tarefa fácil, como se apregoa em horários eleitorais gratuitos, pois a demanda de serviços empurrados “goela abaixo” pela União aos Municípios, não é proporcional às receitas que efetivamente retornam aos cofres municipais.
Que todos os futuros candidatos tenham consciência de que o atual sistema tributário de nosso país, no que tange a distribuição de rendas é muito falho, apesar de sensíveis melhoras verificadas nos últimos anos, pois dá primazia ao Poder Central em detrimento dos Estados-membros e dos municípios, quando seria exatamente o inverso, como é norma comum nos países culturalmente mais evoluídos.
Sinceramente torcemos para que novas lideranças positivas possam surgir no cenário político local, pois é muito triste verificarmos a cada eleição que os candidatos praticamente são os mesmos, alguns somente mudam de partido para dar continuidade às suas pretensões políticas. E, finalmente que os futuros candidatos mantenham uma postura ética e digna, não ausentando dos debates e das discussões polêmicas que a vida pública impõe. Boa sorte a todos e que vença a melhor proposta para nossa Franca.
PROFESSORES DEMITIDOS
A maior rede de ensino superior do país, o grupo Anhanguera Educacional, alguns dias atrás demitiu, nada mais nada menos do que 680 professores, sendo que a maioria possui titulação de doutorado e mestrado, dessa forma com vencimentos mais altos. Tratando-se da maior demissão em massa das últimas décadas, o que tentam “esconder” e não querem dizer é que a direção do grupo está somente preocupada com a redução de custos pouco se importando com a qualidade do ensino a ser ministrado no ano de 2012.
O grupo Anhanguera paga a um mestre o valor de R$ 38 por hora-aula e, agora, deverá pagar R$ 26,00 aos novos contratados (sem titulação). Quanto aos mestres e doutores que permanecerão na casa, estes terão suas horas e salários reduzidos. As leis que regem o ensino superior determinam que as instituições de ensino precisam ter 1/3 do seu quadro com mestres e doutores, mas existe o entendimento de que a porcentagem diz respeito ao número de professores, e não sobre a quantidade de aulas dadas. Isto é Brasil!
Toninho Menezes
Advogado, administrador de empresas, professor universitário - toninhomenezes@comerciodafranca.com.br