Baseado em uma boa campanha na Copa Paulista, torneio disputado no segundo semestre de 2011, a Francana deu a volta por cima e entra o ano em que completará cem anos com um pouco de esperança. A ideia é simples: comemorar o acesso no seu centenário.
Depois da queda para a terceira divisão do campeonato paulista em 2005, o clube conviveu por seis anos com sentimentos de frustração e angústia. Em 2011, a agonia começou no Paulista da Série A-3 no primeiro semestre. Com pouco investimento e com um time desconhecido, a começar pelo técnico Éder Taques, o time surpreendeu nas primeiras rodadas. Venceu partidas seguidas e chegou a liderar a competição, mas vieram as derrotas, um jejum de cinco partidas sem vitórias - dois empates e três derrotas - e o treinador foi demitido. Em seu lugar foi contratado Márcio Ribeiro.
Com ele vieram alguns reforços, mas os resultados não apareceram. Ribeiro ficou apenas quatro jogos, sem obter nenhuma vitória. A queda livre na tabela fez com que a Francana passasse a lutar contra o rebaixamento. Wantuil Rodrigues acertou seu retorno. No último jogo no Lanchão, o time que vinha de dez jogos sem vitória, acabou com o jejum ao passar pelo São Carlos por 1 a 0. Estavam criadas as bases de um projeto ambicioso: levar o time ao acesso no ano do centenário. O primeiro passo: participar da Copa Paulista como laboratório.
Por terminar na 15ª posição, o clube disputou a Copa Paulista em razão de um convite feito pela FPF (Federação Paulista de Futebol). A vontade de participar se contrastou com a falta de apoio financeiro. O presidente Fahim Youssef Issa Neto fechou um acordo com o América-MG, time que disputou em 2011 a primeira divisão do Brasileiro.
A iniciativa colocou a Veterana em um novo patamar. Acostumada a gastos expressivos e resultados ínfimos, a agremiação agora tinha uma das menores folhas de pagamento do torneio (a maior parte era paga pelo América-MG), um técnico identificado com a cidade e jogadores jovens e cheios de vontade de triunfar.
A química deu certo. No geral, o time fez boa campanha. Só não chegou a terceira fase por não ter obtido em casa os esperados resultados. A experiência foi repetida na montagem do elenco - já em novembro - para 2012 na Série A-3. O verde novamente passou a ser de esperança.
Seleção da Liga coloca Franca no topo do futebol paulista
Uma campanha marcada pelas vitórias fora de casa assegurou o título do primeiro campeonato Estadual de Seleções de Ligas a Franca. Na verdade, este foi o bicampeonato, já que em 2010 o caneco também ficou com a Liga Francana. Neste ano, a competição foi incorporada pela FPF (Federação Paulista de Futebol) que, em conjunto com uma empresa e a secretaria de Esportes do Estado, passou a organizá-la. Trinta e seis ligas foram divididas em grupos regionalizados e Franca estreou em maio contra Serrana: vitória por 2 a 0. O time chegou à final. Invicta até então, Piracicaba perdia o primeiro jogo por 2 a 0 no Lanchão. Empatou no segundo tempo e foi para o Estádio Barão de Serra Negra com a certeza da vitória e do título.
Mas um gol de Robinho mudou tudo: Piracicaba 0 x 1 Franca. Antes, na semifinal, ele também foi o mais importante jogador francano na disputa contra Diadema. Pelo segundo ano seguido, os esportistas de Franca puderam comemorar o fato da cidade ter o melhor futebol amador do interior paulista.