11 de julho de 2026

Novo trajeto da Corrida de São Silvestre deixa favoritos em dúvida


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REPRESENTANTE - Francisco Carlos da Silva empurra carinho de pamonha pelas ruas de Franca. Chicão vai correr prova paulistana

A distância continua a mesma, mas o novo trajeto da Corrida Internacional de São Silvestre, em sua 87ª edição, traz dúvidas aos favoritos que disputarão a prova no dia 31 de dezembro, nas ruas de São Paulo. Afinal, ninguém está acostumado aos novos 15 quilômetros do percurso. Atual campeão, o brasileiro Marilson Gomes do Santos não mudou o seu modo de treinar para buscar o quarto título da competição, mas sabe que a incógnita prevalecerá. Além, claro, da briga com os sempre favoritos quenianos.

“É difícil falar o que vai acontecer nesse percurso, só saberemos depois do dia 31. Mas uma coisa é certa: a vantagem que tínhamos de conhecer todo o caminho, sabendo onde podíamos atacar, acabou. Vamos ter de conquistar isso de novo”, contou o treinador de Marilson, Adauto Domingues.

Os africanos começaram a chegar ontem a São Paulo. Nesses dois dias que antecedem a prova, devem fazer treinos leves na capital. Mas o fato de o novo percurso da São Silvestre ser mais rápido não favorecerá os quenianos, na opinião de Adauto. “A prova será mais rápida, é claro, e terminará numa descida”, garantiu. Dois corredores radicados em Franca estarão nas ruas da capital paulista na tradicional prova do próximo dia 31. Cláudio César Campos, 35, auxiliar de limpeza, e Francisco Carlos da Silva, 45, o “Chicão”, vendedor de pamonha, já estão prontos para o evento. O primeiro deve viajar hoje. Silva pretende ir para São Paulo amanhã.