09 de julho de 2026

Motorista mata ex-mulher com três tiros e se suicida


| Tempo de leitura: 3 min
MARCAS DA TRAGÉDIA - Quarto onde a doméstica Elisabete Stabile de Souza, 42, foi morta pelo ex-marido

Um homicídio seguido de suicídio abalou ontem a cidade Guará, na região de Franca. Pouco antes das 7 horas, o motorista José Antônio da Silva, 54, matou a doméstica Elisabete Stabile de Souza, 42, com quem foi casado por 25 anos. A mulher ainda dormia. Silva se matou pouco depois ao chegar ao trabalho. Segundo familiares, ele já a havia ameaçado de morte em outras ocasiões a ponto dela dormir trancada no quarto onde aconteceu a tragédia. Embora estivesse separado, o casal ainda morava junto em um imóvel no Centro da cidade.

Esse foi o terceiro crime passional registrado na região de Franca em um intervalo de 35 dias. Os outros dois crimes ocorreram nos dias 22 de novembro e 9 de dezembro, ambos em Franca. No mais recente, Thayron Herivélton Ribeiro, 19, matou a tiros a ex-namorada, Eloísa Cristina Francisco, 14, e a avó dela, Euripa das Graças Borges, 57, e se suicidou em seguida.

O casal morador em Guará estava separado há um ano. Por não ter para onde ir, ela continuou vivendo na mesma casa com o ex-marido. Ele em um colchão na sala e ela, no quarto. Ontem, por motivos ainda a serem esclarecidos, Silva matou a ex-mulher com três tiros à queima roupa, dois na nunca e um nas costas. Elisabete estava sozinha, deitada de pijama e não teve como se defender. “Ficamos sabendo que ele tinha tirado a própria vida com um tiro na garganta. Começamos a ligar para a minha tia e ela não atendia o celular. Pensamos que ele poderia ter feito alguma besteira. Fomos até a casa e a encontramos morta na cama”, disse o sobrinho da vítima, Fabiano Servino.

O casal tinha dois filhos, maiores da idade. Um rapaz, de 22 anos, que trabalha à noite e até o início da tarde não havia retornado para casa, e uma jovem de 19 anos. Segundo o sobrinho, ninguém sabe ao certo os motivos do crime, mas ele acredita que tenha sido por ciúmes. “Ele parecia não aceitar a separação e vivia dizendo que iria matá-la. Ao saber que ele tinha se matado, logo desconfiamos.” Silva se matou em um barracão de uma algodoeira desativada no Bairro Santa Luzia, a menos de dois quilômetros de onde morava. Ele ia todos os dias até o local para pegar o caminhão de caçamba, com o qual trabalhava. “Eu estava chegando, fui passar o cartão e escutei o barulho. Ao sair para ver o que era, vi ele caído perto do caminhão”, disse o vigia da algodoeira.

O delegado de Guará, Rafael Leão, não quis gravar entrevista, mas disse que os crimes provavelmente foram praticados pela mesma arma, um revólver calibre 32. “Tivemos a notícia do suicídio e na volta ficamos sabendo do homicídio. Fomos até o local e encontramos a vítima com quatro orifícios no corpo, sendo um de saída. Não havia sinais de luta corporal ou defesa, por isso acreditamos que possivelmente ela estaria dormindo.”

Segundo o delegado, ele teve conhecimento de que a vítima havia feito boletins alegando ameaças do ex-marido, porém não conseguiu realizar pesquisas para comprovar os registros. Os corpos foram enviados para o IML de Ituverava e, após liberados, seriam enterrados em Guará.


 

 

 

 

 

 

 

 


 A doméstica Elisabete Stabile de Souza, 42 anos