Sidnei Rocha aproveitou o pronunciamento para fazer um afago nos vereadores, com quem trocou farpas ao longo do ano, e disse que na maior parte dos projetos teve o apoio da Câmara. Numa iniciativa inédita, abriu espaço para o presidente falar em nome do Poder Legislativo. Se a intenção era agradar os parlamentares, faltou combinar com Marco Garcia (PPS).
Marco quebrou a monotonia da sequência de números que predominava o encontro e arrancou aplausos da plateia ao fim de um discurso contundente em que fez novas críticas aos colegas de plenário. Primeiro, disse ter ficado frustrado com os vereadores que o impediram de implantar a reforma administrativa na Câmara. “Eles não quiseram votar e jogaram a reforma para abril. Isto é ‘enrolation’.”
O presidente afirmou que tem orgulho de fazer parte do grupo de apoio à administração que “tirou a cidade das cinzas”. Ao fazer o comentário, criticou os vereadores que fazem oposição sistemática a Sidnei Rocha. “A Câmara ajudou em projetos relevantes, mas muitas vezes atrapalha.” Incomodado com projetos rejeitados, como o que autorizava a construção do viaduto, fez referências indiretas ao seu sucessor, Válter Gomes (PSB). “Quando vereador diz que é preciso resgatar a instituição Câmara, que o nome da Câmara está na lama, é preciso esclarecer que a imprensa não cria os fatos. Ela divulga os fatos. Quem joga o nome da instituição no chão são os próprios vereadores, que votam contra o viaduto, contra creches.”