11 de julho de 2026

Morreu o contador Nelson de Paula Silveira, aos 87 anos


| Tempo de leitura: 2 min
Nelson de Paula Silveira será sepultado hoje, às 16 horas, no Cemitério da Saudade

Morreu na tarde de ontem, no Hospital Regional de Franca, o conhecido empresário, industrial e filantropo Nelson de Paula Silveira, aos 87 anos. Segundo sua família, ele foi internado na semana passada para cuidados de urgência e, na sequência, submetido à cirurgia. Vinha se recuperando em quarto da instituição médica, mas ontem não resistiu a uma arritmia cardíaca e à infecção generalizada, de acordo com o médico legis-ta.

Era natural de Franca. Ainda muito jovem, empregou-se em padaria e tornou-se um dos arrimos de sua casa. Mais tarde, formou-se contador pelo Ateneu Francano e empregou-se no Banco do Brasil. Foi destacado para prestar serviços em Marília (SP). Lá, conheceu e se casou com Manuela de Paula Silveira. Tinham 42 anos de casamento quando enviuvou, há 18 anos. O casal teve 8 filhos (Norma, casada com José Xavier; Nelsinho, casado com Leda; Célia Regina, Sônia, Yvone, casada com Sidney Ewbank; Rodolfo, Sandra Mara, casada com Paulo de Paula; e Lorena), 22 netos (Gisele, André, Renata, Fernando, Camilo, Bruno, Ricardo, Fabrício, Eduardo, Flávio, João Paulo, Márcia, Luís Gustavo, Marco Antônio, Marco Aurélio, Ana Carolina, Kauê, Tales, Igor, Ariel, Indiara e Gabriela) e 16 bisnetos (Bruno, Thomás, Emily, Bella, Cristal, Manoela, Carlos Eduardo, Maria Fernanda, Raul, Lucas, Gabriel Finardi, Gabriel Affonseca, Cauã, Miguel, Murilo e Natália).

Transferido para o Banco do Brasil de Franca, Nelson trabalharia até a aposentadoria. Paralelamente, dedicou-se a atividades de filantropia, a princípio na Fundação Pestalozzi. Ao início cuidava das atividades de uma pequena fábrica de calçados que a fundação mantinha. Com outros companheiros, ampliou e a transferiu para prédio externo, surgindo daí a Calçados Pestalozzi, que viria a se tornar, ao longo dos anos, uma das empresas calçadistas referenciais do País, importante fonte de receita da Fundação para cobertura às suas ações educacionais e filantrópicas. Participou, também, da consolidação da marca como produtora e exportadora de calçados.

Sua dedicação à filantropia jamais esmoreceu. Depois do Pestalozzi, sempre como voluntário, dedicou-se à Fundação José Marques Garcia, intervindo e modernizando os vários departamentos de ação social da entidade, especialmente o Lar de Ofélia e o Judas Iscariotes. Só deixou de participar pessoalmente destas atividades há 3 anos quando problemas de saúde o acometeram. Ainda assim, lançou as bases do projeto que, este mês, resultou na completa reforma e reinauguração do Teatro Judas Iscariotes, realizada por voluntários como ele, muitos que com ele conviveram, segundo disse Yvone, sua filha.

Ainda de acordo com ela, Nelson era “um futurista dinâmico. Há alguns meses esteve comigo em São Paulo, quando me contou sobre vários projetos pessoais de benemerência, que ainda gostaria de realizar”.

Nelson está sendo velado na sala 1 do São Vicente de Paulo. O sepultamento acontecerá hoje, às 16 horas, no Cemitério da Saudade.