Os policiais envolvidos na morte do sapateiro Leandro Martins Tristão, 31, ocorrida na noite de quinta-feira, 15, serão afastados dos serviços de rua e deverão cumprir tarefas administrativas. A informação é do setor de comunicação da Polícia Militar. Um inquérito policial militar foi instaurado. Familiares do sapateiro acusam os policiais de despreparo e alegam que eles teriam disparado quatro vezes contra a vítima.
O sapateiro Joabe Tristão da Silva, 19, irmão de Leandro, disse à reportagem que seu irmão costumava carregar a arma de brinquedo. “Ele era viciado em crack e bebia pinga. Quando ele estava no auge da droga, ele ficava com uma arminha de brinquedo.”
Joabe disse não ter visto os policiais atirando, mas alega ter ouvido oito tiros. “Assim que eu pus o pé para fora do portão, escutei oito disparos mais ou menos. Meu irmão estava no chão (...) Foi despreparo da Polícia Militar e eu vou querer justiça. Isso não vai ficar assim”, disse o irmão da vítima.
O Setor de Comunicação da PM não revelou o nome dos militares envolvidos. Segundo a polícia, no local foram recolhidas quatro cápsulas de calibre 40, porém, até a tarde de ontem, a polícia não havia tido acesso ao laudo necroscópico para precisar quantos tiros atingiram o sapateiro.
De acordo com a PM, havia dois policiais na viatura que abordou Leonardo, mas apenas o encarregado pelo veículo foi quem atirou. Se for apurado que o policial militar agiu em legítima defesa, o processo será arquivado.