09 de julho de 2026

Bebida falsificada apreendida no Planalto era 'batizada' com metanol


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PERIGO - Além de fazer mal à saúde, a substância tóxica apresenta alto risco de incêndio e explosão

A Polícia Civil recebeu o laudo conclusivo sobre as bebidas alcoólicas apreendidas numa espécie de ‘laboratório clandestino’ no Jardim Planalto para fabricação de uísque, tequila e vodca falsos. A análise feita a pedido da polícia apontou a existência de uma grande quantidade de metanol nas amostras. Ainda segundo o laudo, todo material era impróprio para o consumo. As bebidas foram apreendidas pela polícia em 26 de maio deste ano e eram vendidas pelo comerciante Ricardo Alexandre Cruz, 35, detido como suspeito de falsificação.

O pedido para análise do material apreendido foi feito pela Polícia Civil a um laboratório de química da cidade. Após analisarem o material apresentado, os pesquisadores constataram que nas garrafas que já estavam embaladas para a venda, o produto apresentou uma quantidade excessiva de metanol. “O laudo diz que a bebida era imprópria para o consumo humano devido ao elevado grau de metanol. O que não existe na bebida alcoólica comparando-se com as bebidas originais”, disse o delegado Daniel Paulo Radaelli.

Ainda segundo as análises, a quantidade da substância encontrada que foi considerada principalmente na vodca e uísque é considerada nociva à saúde. Outro apontamento feito pelos químicos é que a bebida, se mal acondicionada, pode apresentar risco de incêndio ou explosão.

INVESTIGAÇÃO
O laudo era a última parte do inquérito aberto pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) para apurar a suspeita de falsificação das bebidas apreendidas no último dia 26 de maio. à época, uma operação da polícia encontrou na casa do comerciante no Jardim Planalto um laboratório que, segundo os agentes, seria usado para falsificar bebidas importadas. Na ocasião foram apreendidas 492 garrafas - parte delas já prontas para ser vendida - e sete galões de 50 litros de vodca, considerada de baixa qualidade.

Segundo a polícia apurou, a bebida era colocada em garrafas com rótulos de marcas importadas e depois distribuídas em bares, lanchonetes e festas de open bar. Cruz foi preso em flagrante, mas foi solto pela Justiça para responder ao crime de falsificação em liberdade.

Ainda de acordo com os agentes da DIG, a falsificação do produto chegava bem próximo ao original. Até tampas e selos de IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) eram colocados nas garrafas.

Com a confirmação da falsificação da bebida, a Polícia Civil deve relatar o inquérito ao Ministério Público ainda esta semana. A advogada do comerciante, Sanaa Chahoud, informou que ainda não teve acesso ao laudo e por isso não poderia falar sobre o caso. Ela disse que vai aguardar a citação de seu cliente pela Promotoria para montar sua defesa no processo.