Sobras de materiais de construção e limpeza, telhas, tijolos, canos, revistas, brinquedos, revistas, retalhos de couro, eletroeletrônicos, colchão, armários, latas de tintas com acúmulo de água suscetíveis à proliferação do mosquito da dengue aedes aegypti... Lixo de diversas origens dominam vários pontos dos quatro quilômetros da Rua Roza Gonzales Meneghetti, que corta os fundos do Jardim Flórida e Vila Europa até a Avenida São Vicente, na zona sul.
A área verde foi transformada num verdadeiro lixão a céu aberto e atrai dezenas de urubus. Próximo dali, nas estradas de terra Bahij Toufik Kanawati e José Ovídio de Assis (que ligam a Avenida São Vicente aos bairros Vila Hípica e Recanto Elimar, respectivamente) a situação é ainda pior: o lixo doméstico já invade a via.
A reportagem do Comércio da Franca visitou os locais na semana passada, a partir de denúncia por e-mail do técnico químico Michel Calixto Daoud, 50. Ele reside no Jardim Noêmia e para levar seu filho à escola utiliza as vias como atalho. “Já presenciei os próprios moradores do Elimar e do Flórida jogando lixo no local. É um desrespeito com a natureza e com a própria cidade, já que temos coleta de lixo três vezes por semana. E o acúmulo de lixo vem aumentando gradativamente.”
Nas estradas Bahij Toufik Kanawati e José Ovídio de Assis, o lixo divide as vias com carros, motos e bicicletas. No “depósito” às margens das vias, é possível encontrar solados de sapatos, vaso sanitário, mochila, banco e porta de carro, sofá, roupas, livros, jornais, um aparelho de televisão velho, lâmpadas e lixo doméstico.
O secretário de Serviços e Meio Ambiente, Ismar Rodrigues Tavares, apela para os moradores. “A própria população deve se conscientizar da necessidade de manter limpo o seu ambiente”, disse.
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