Instituições francanas que desenvolvem trabalhos com pessoas portadoras de necessidades especiais têm investido em projetos que visam a preparação e inclusão de seus integrantes no mercado de trabalho. A iniciativa tem o objetivo de auxiliar os deficientes no contato com as empresas que têm interesse em incluí-los em seu quadro de funcionários, uma vez que, de acordo com a lei federal 8.213/91, toda empresa com 100 ou mais empregados é obrigada a preencher de 2% a 5% de seu quadro de vagas com pessoas portadoras de deficiência.
No município, a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e a ONG Caminhar são exemplos de entidades que oferecem grupos de apoio e que têm parcerias com empresas de ensino profissionalizante para essa inserção.
De acordo com a diretora técnica administrativa da Apae Franca, Niura Costa Agostini, há pelo menos dez anos a instituição mantém parceria com empresas que contratam deficientes. “Oferecemos um grupo de Educação para o Trabalho para os usuários que permanecem na Apae após completar 16, 18 anos. Nesse grupo, trabalhamos habilidades gerais e de gestão, como assiduidade, respeito ao próximo, desenvolvimento humano e independência. Quando as empresas nos procuram, indicamos o usuário e a empresa faz a triagem”, explica.
Neste ano, o grupo encaminhou 8 estagiários e 31 jovens e adultos para trabalhar com carteira registrada em mercados, faculdades, hospitais, academias, fábricas de calçados e componentes, produtos químicos e cosméticos. A própria instituição conta com um funcionário contratado e quatro estagiários.
Em junho, a ONG Caminhar (que dá assistência a pessoas com paralisia cerebral) conseguiu uma parceria com uma empresa que oferece cursos profissionalizantes para capacitação e inclusão de deficientes no mercado de trabalho. A entidade promove um grupo de atividades com os portadores de deficiência, onde são abordadas questões de convivência, direitos e deveres no trabalho. “Trabalhamos atividades motoras, estimulações cognitivas, simulamos situações para desenvolver a criatividade e conhecer as habilidades de cada um”, disse a terapeuta ocupacional da instituição, Caroline Amoroso Valim.
Qualquer portador de necessidades especiais pode se inscrever nos grupos da Caminhar. A instituição fica na rua Cavalheiro Ângelo Pessoto, 419. Mais informações pelo telefone 3721-7033.