08 de julho de 2026

Três mortos


| Tempo de leitura: 2 min

Acho que os jovens de hoje estão muito mal orientados sobre relacionamentos. Esse rapaz deveria ter sérios problemas pra fazer uma coisa dessas. Penso que as jovens de hoje devem conhecer, e bem, a pessoa com quem vai se relacionar prá evitar futuras tragédias. (Leia aqui).
André
Franca - SP

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Lamentável, não há nem o que comentar... Desejo muita força e paz à família da jovem e também à do rapaz, pois ambas as famílias tiveram perdas inestimáveis... Nossa cidade tem se tornado, a cada dia, mais violenta. Pergunto-me onde iremos parar... (...)
Vanessa
Franca - SP

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Claro que é um horror. As famílias estão sofrendo, tanto de um quanto do outro, mas, uma menina de 14 anos não tem idade prá namoro! As coisas estão acontecendo rápido demais. Depois (dizem) que gente mais velha é que é careta. Tudo, hoje, pode. Tem meninas de 12 a 15 anos que não estudam e só pensam em namorados, roupas, desobedecem os pais, não querem saber de nada. A mulher se vulgariza cada dia mais. Nada é motivo para alguém tirar a vida do outro. Acho que a juventude não curte direito as fases das idades; 14 anos não é idade prá namorar, e sim, estudar e pensar no que a vida pode oferecer. Infelizmente tivemos mais mortes. Duas famílias estão arruinadas. Certamente seus filhos não compreenderam, na realidade, o verdadeiro significado da palavra amor.
Maria
Franca - SP

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Mais um drama que deve ajudar a que levemos a sério o modo como estamos educando nossos jovens. Precisamos, urgentemente, ensinar a eles que a vida não é feita apenas de sucesso. Em todos os campos da existência nós, fatalmente, em algum momento, sofremos perdas: nos relacionamentos, no trabalho, na escola, na vida familiar. O endeusamento da juventude e o excesso absurdo de zelo pela adolescência parecem estar nos empurrando, goela abaixo, um paradigma perigoso: o de que nossos meninos e meninas são o centro do universo e que esses não podem sofrer qualquer tipo de contrariedade. Claro que a infância e a juventude devem ser amparadas, mas é necessário que se diga ao jovem que ‘não’ também educa, que o fim de uma relação não significa, necessariamente, o encerramento de todas as perspectivas da vida afetiva e que a sociedade não lhes outorga o direito sobre a vida de alguém quando esse alguém não pode atender às suas expectativas.
Ronaldo Pereira da Silva
Franca - SP