Thayron morava a cerca de dois quarteirões da casa de Eloísa, na Rua Maria Carmo Teodoro Silva, com a avó e uma tia chamada Isabel. De acordo com os moradores do bairro, as duas teriam mudado do bairro para evitar a violência do sobrinho. “Ele ficou aqui, mas sempre era muito agressivo com elas. Brigava demais. A gente ouve dizer que era por causa de drogas. Chegou uma hora que elas se cansaram e se mudaram. Deixaram-no sozinho na casa, que estava à venda”, disse um vizinho que pediu para não ser identificado.
Em entrevista ao Comércio por telefone, a tia Isabel falou apenas dois minutos, evitou comentar o comportamento do sobrinho e desligou antes mesmo de dizer seu nome completo. O tempo de ligação foi suficiente apenas para dizer que a família teria se mudado há seis meses para Cristais Paulista. “Mudamos e ele ficou na casa. Gostava de lá. Foi criado ali.” Disse que não mantinha contato com Thayron há algum tempo. “Não sei se ultimamente ele estava trabalhando, porque fazia dias que não o via.”
Isabel negou as agressões em casa e não quis falar sobre as acusações de que o rapaz era violento com a ex-namorada. “Dentro da minha casa, não tenho nada o reclamar dele. Agora, o que ele fazia lá para fora, não acompanhava, não sabia. Ele era normal com a gente”, disse a mulher antes de desligar o telefone.