Daniel Rodrigues, Nelise Luques e Samuel Santos
O sapateiro Thayron Herivélton Ribeiro da Silva, 19, matou a tiros a ex-namorada Eloísa Cristina Francisco, 14, a avó dela Euripa das Graças Borges, 57, e feriu gravemente o pai da adolescente, o sapateiro Luciano Borges Francisco, 33. Depois do crime, Thayron se matou com um disparo na boca, usando a mesma arma com que acertou as vítimas. A tragédia foi na manhã de ontem no Jardim Portinari, na casa da família da moça. O rapaz entrou na residência da jovem e atirou em todos que encontrou lá dentro. A irmã de Eloísa, que estava dormindo, saiu correndo ao escutar a confusão e conseguiu se salvar da fúria do sapateiro.
Thayron Herivélton namorou com Eloísa por cerca de 7 meses. Familiares da menina disseram que ela terminou o relacionamento há cerca de um mês e que o rapaz estava inconformado com o fim do namoro.
O crime foi na residência de número 1.325 da Rua Régis Simaro, por volta das 10 horas. Thayron chegou à casa da ex-namorada e a chamou no portão. Um vizinho disse que o sapateiro queria ter uma conversa com a adolescente. “Ele chegou chamando por ela. Eloísa saiu no portão e depois o chamou para entrar. Eles estavam conversando normal, quando, de repente escutei os tiros. Fui ver o que tinha acontecido e vi todo mundo caído dentro casa, cheia de sangue”, disse Jaime Andrielli, 61, vizinho das vítimas.
Thayron usou um revólver calibre 38. A polícia acredita que ele tenha matado primeiro a ex-namorada. Eloísa foi atingida com três tiros - na cabeça, no peito e na barriga. Em seguida, o rapaz teria baleado o pai da jovem, o sapateiro Luciano Borges, com dois tiros no peito. Ele foi socorrido por uma viatura da PM para a Santa Casa, onde permanece internado no CTI (Centro de Terapia Intensiva). A última a ser alvejada foi a avó da garota, a dona de casa Euripa das Graças Borges. Ela levou dois tiros, um na barriga e outro no peito. Euripa morreu na sala, debruçada sobre o corpo da neta, que estava no sofá.
Ainda de acordo com a polícia, após descarregar a arma na família e na ex-namorada, o sapateiro foi a outro cômodo da casa, onde recarregou o revólver, colocou a arma na própria boca e atirou. “Uma cena terrível. A sala estava cheia de sangue. A arma usada no crime estava caída junto ao corpo do rapaz. Pelo que conseguimos apurar, foi um crime passional”, disse o delegado Helder Rodrigues.
A mãe de Eloísa, a sapateira Tatiana Cristina Retucci, 32, estava no trabalho quando foi informada da tragédia. Muito emocionada ao chegar ao local do crime, disse que o ex-namorado já a havia ameaçado e que pediu à filha para que não o atendesse mais. A sapateira informou à reportagem do Comércio da Franca, que registrou queixa contra Thayron há pouco menos de uma semana. “Fiz uma ocorrência. Denunciei-o à polícia, mas ninguém fez nada. Minha filha viu que ele não ia mudar, pois estava envolvido com carro clonado e drogas, e largou dele. Ele a vinha ameaçando faz duas semanas. Ainda ontem liguei para ela e falei que se ele fosse chamá-la, não era para ela sair de casa. Ele falou que ia matar a mim e a ela”, disse a mãe da adolescente.
Veja fotos da chacina no Blog do Vaz.
Assista reportagem aqui.