Para o economista espanhol Santiago Becerra, Brasil e Espanha optaram pelo mesmo caminho: de endividamento e de crescimento com base no crédito fácil. E, segundo o economista Manuelito Magalhães Júnior: o problema desse caminho é que uma hora a capacidade de endividamento das pessoas e das empresas se interrompe e, quando cessa, a capacidade de pagamento das dívidas também cessa. Segundo dados do BC (Banco Central), o nível de endividamento das famílias brasileiras está no nível mais alto já visto, perto de R$715 bilhões. Nessa soma: desde dívidas (de curto prazo), como cheque especial, até as de longo prazo (como o financiamento imobiliário). O brasileiro anda aproveitando o crédito fácil, mas, em algum momento, a prestação poderá não caber mais no orçamento doméstico. Ou pior: a falta de emprego (e do salário) pode interromper o pagamento das dívidas e sustar o crescimento... Bom dia!