12 de junho de 2026

Quantos somos?


| Tempo de leitura: 2 min

Recentemente, a ONU informou que a população do planeta atingiu a marca dos 7 bilhões de pessoas. Sabemos que esse número representa a parcela encarnada dos espíritos envolvidos na psicosfera da Terra, cujo total seria de, aproximadamente, 24 bilhões, segundo informações dos instrutores espirituais.

Interessante observar que, na grande faixa em que vibra a humanidade terrestre, existe um número - poderíamos dizer - infinito, de subfaixas, por sua vez, representadas pela diversificada gradação moral entre os indivíduos. Enquanto uns, recém criados, se situam nas faixas iniciais da escalada evolutiva, outros já terão alcançado elevados níveis de progresso. São os que se colocam na condição de concluintes do processo relativo à atual posição da Terra na ordem dos mundos. Mas, os alunos deste abençoado estabelecimento escolar não são os únicos, posto que há muitas escolas iguais a esta, como existem em níveis inferiores e superiores. Lembremos que a vida material só é possível com a presença da vida espiritual, que lhe é a causa.

No nosso planeta, assim como no universo infinito, a vida se manifesta em toda parte. Portanto, no espaço que envolve o nosso orbe, segundo as mesmas fontes espirituais, cerca de 17 bilhões de espíritos desencarnados, mas ainda sujeitos à sucessão reencarnatória, aqui ou em outros mundos, cumprem o processo evolutivo a que nos achamos todos vinculados, em coabitação de absoluta interdependência. Cada um colaborando com a sua parcela, ainda que involuntariamente, segundo a natureza das ações que se lhe fazem próprias, das quais lhe resultarão as correspondentes reações, num contexto psíquico-moral de franca interatividade. Tudo se encadeia para que se cumpra o superior objetivo.

Aliás, como sabiamente anotou Allan Kardec, ‘(...) se se observa a série dos seres, descobre-se que eles formam uma cadeia sem solução de continuidade, desde a matéria bruta até o homem mais inteligente.’ (O Livro dos Espíritos, Introdução, item XVII, in fine).

E, como prover a sustentação de todo esse conjunto que caminha para Deus? Haverá alimento para todos? A Doutrina Espírita nos ensina que o Criador, na sua infinita sabedoria, a tudo provê e controla, de modo a que, absolutamente, não faltem meios para a subsistência da Criação. Seja no avanço das pesquisas na área agrícola, seja na criação de novos produtos a partir da industrialização, a inteligência humana, inspirada e estimulada pelos Mensageiros Celestes, sempre encontrará recursos para atender às necessidades das criaturas. Afinal, consoladoramente, disse o Mestre: ‘Olhai os lírios do campo e as aves do céu, que não fiam e nem tecem, mas, nem Salomão se vestiu como um deles.’

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca - IDEFRAN