Nesse segundo semestre de 2011, o prefeito Sidnei Rocha experimentou alguns dissabores em relação à tranquila trajetória política em que parecia ter se convertido seu segundo mandato. Algo que talvez não esperasse e que até o tenha surpreendido. Afinal, aprovado por mais de 70% do eleitorado francano, é natural que acabasse seguindo uma tendência de acomodação.
Esses reveses o fizeram perder influência que mantinha sobre dois partidos. Como resultado, ambos acabaram na mão de adversários políticos com claras pretensões de concorrer a Prefeitura Municipal nas próximas eleições.
Além disso, alguns incidentes pouco condizentes com sua condição de prefeito municipal o tornaram notícia nesses meses, mas nada que surpreendesse os francanos, todos bastante acostumados à verve ácida e ao temperamento explosivo de seu principal executivo.
Nas disputas internas do PSDB, assumiu a presidência do partido impondo a popularidade de seu mandato ao deputado Roberto Engler, mas não conseguiu fazer de seu assessor o coordenador regional do partido, cargo que acabou ficando com o deputado Engler.
Dentro desse contexto, vieram à tona as primeiras pesquisas, um pequeno aperitivo das muitas que começarão a pipocar pela mídia. Apesar de serem apenas dados dispostos às interpretações e de servirem muitas vezes como base para interpretações diferentes, são sempre um bom indicativo para embasar as decisões e influenciar as estratégias.
Nesse sentido, pode-se dizer que elas trazem resultados interessantes para o prefeito, mas também devem colocar algumas interrogações, não apenas para ele, mas também para seus adversários.
A primeira delas, realizada pelo Instituto Datalink e publicada por este Comércio no domingo, 13/11, mostra que o prefeito continua forte junto à população francana. Segundo os dados apurados, o apoio de nosso ‘alcaide’ poderá influenciar 37,2% dos eleitores, o que resulta em um total de aproximadamente 80 mil eleitores Segundo essa mesma pesquisa, o apoio de nosso prefeito é mais significativo que o do governador Geraldo Alckmin e que o da presidente Dilma Rousseff.
Outra pesquisa, porém, realizada por esse mesmo instituto e publicada por este Comércio no domingo, 27/11, mostra que apesar de ainda ser positiva, a avaliação do governo Sidnei Rocha caiu pela primeira vez, considerando os dois mandatos consecutivos. A queda foi pequena, passando de 77,7% em 2010 para 73,6% neste ano. A nota geral atribuída ao prefeito também caiu, de 7,5 para 7,4, nesse mesmo período.
Pelos números, percebe-se que o prefeito tem ainda muita munição para gastar, porém começa a ver pela primeira vez seu estoque diminuir. Considerando-se que a luta deverá ser acirrada, é possível inferir que no cômputo geral de tudo isso deve sobrar algum otimismo para os adversários políticos e alguma preocupação para o prefeito.
O resto, só o tempo dirá.