O comandante do pelotão de policiamento rodoviário de Franca, tenente Cláudio Ferreira da Silva, garante que haverá rigor nas investigações que apuram o envolvimento de policiais rodoviários num suposto crime de corrupção. Silva falou pela primeira vez a respeito da prisão dos homens lotados em seu pelotão. A entrevista exclusiva foi concedida durante o atendimento de outra ocorrência do oficial na área Central. O tenente informou que na verdade são 15 policiais rodoviários - e não 17 como foi divulgado - que estariam envolvido num suposto esquema de propina envolvendo “guincheiros” e que estão à disposição da Corregedoria da Polícia Militar.
As investigações em torno dos policiais - entre soldados, cabos e um sargento - estão sendo realizadas pela Corregedoria da PM. Os 15 policiais estão na sede do órgão prestando depoimento desde a última quarta-feira e devem permanecer no local por pelo menos cinco dias. “A Polícia Militar é uma instituição com mais de 100 mil homens, a esmagadora maioria é de excelentes profissionais, mas toda é qualquer irregularidade ou indício de irregularidade vai ser apurada com justiça e com rigor”, disse o comandante do pelotão de Franca.
Segundo o tenente, a prisão administrativa temporária dos 15 policiais do pelotão da região não atrapalhou o andamento do trabalho nas bases de Brodowski, Pedregulho, Orlândia e Franca. Ele informou que houve remanejamento de efetivo de outros pelotões. “Não houve prejuízo das atividades operacionais do pelotão de Franca, da fiscalização das rodovias de nossa região”, disse.
Os policiais recolhidos deverão ser soltos nesta segunda-feira. Apesar do comandante do pelotão de Franca não informar se eles voltarão a atuar, a reportagem do Comércio da Franca apurou que os 15 suspeitos no esquema de recebimento de propina deverão cumprir serviços administrativos em locais ainda não definidos pelo comando da Polícia Militar Rodoviária. Segundo fontes ligadas ao órgão, todos ficarão fora das operações nas pistas até que tudo seja apurado pela Corregedoria.
As denúncias apontam para um possível esquema de corrupção montado por policiais e guincheiros que recolhem os veículos apreendidos ao pátio da Sitran em Ituverava. Segundo o que vem sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Militar, cada policial recebia uma espécie de “caixinha” para aumentar o número de apreensões nas pistas. Somente no mês de outubro foram recolhidos ao pátio de Ituverava 194 veículos, de acordo com dados do DER (Departamento de Estrada e Rodagem).