A Avenida Euclides Vieira Coelho, que começa no Parque das Árvores, próximo à Rodovia Ronan Rocha, e termina na Rua Geraldo Bassoteli, é o principal caminho para o Centro dos moradores de quatro bairros: Jardim Aeroporto III e IV, Jardim Aviação e Santa Bárbara. São dois quilômetros de pista simples, com duas faixas de rolamento, uma em cada sentido, e muitos veículos. Na via estreita, carros, motos, ônibus e bicicletas se enfileiram. Em alguns trechos, os pedestres invadem a pista.
A avenida é, em sua grande extensão, reta, e o asfalto foi recentemente recapeado, o que possibilita as altas velocidades - outro problema nos períodos em que o tráfego não é intenso. O comerciante Messias Dourado, 47, que tem um minimercado no Jardim Primavera, conta que já presenciou vários acidentes por causa da imprudência e do desrespeito ao limite de velocidade. “A falta de consciência do motorista é a maior causadora dos acidentes, porque a via é bem sinalizada, a massa asfáltica foi recapeada há pouco tempo, só que a velocidade que os motoristas empregam é muito alta.”
O cruzamento com a Avenida Carlos Roberto Haddad é um dos pontos críticos. Na rotatória que há no local, faltam semáforos e faixas de pedestres. O vendedor de abacaxis Samuel Bezerra da Silva, 18, disse que já testemunhou um acidente fatal no cruzamento, por imprudência de um motociclista. “O acidente mais grave que eu presenciei foi de um caminhão com uma moto. A moto entrou debaixo do caminhão e o motociclista não conseguiu sobreviver.”
O pior risco é no trecho em que a avenida margeia o Aeroporto “Tenente Lund Presotto”, onde não há calçada. Lá, centenas de pessoas transitam a pé quando estão indo ou voltando dos seus trabalhos. Onde deveria haver calçadas, o piso é irregular e as pessoas são forçadas a desviar para a rua, arriscando-se entre os veículos. A doméstica Rosaina de Fátima Souza, 54, moradora do Jardim Aeroporto III, trabalha em uma residência no Jardim Flórida, e há um ano e meio faz uma longa caminhada. “Corremos risco toda hora. Não tem calçada, não tem um sinaleiro. Tem que atravessar correndo mesmo...”
Buranelli também acredita em uma solução imediata para o local. Ele enfatiza que não é possível alargar a via. “Se for ampliar aquela avenida tem que desapropriar. Lá é terreno do aeroporto, tem as normas da Anac que não pode mexer e tem uma série de impedimentos.”