09 de julho de 2026

Caça-Dengue é intensificado para evitar explosão de casos em Franca


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PERIGO - A agente de controle de endemia Antônia Alves Ferreira Silva vistoria uma geladeira: reservatório de degelo pode se tornar criadouro do mosquito da dengue

Franca registrou uma explosão nas notificações dos casos de dengue este ano. Foram quase 900 doentes ante apenas 50 em 2010. Para evitar uma curva ascendente em 2012, a Secretaria de Saúde intensificou as ações do projeto Caça-Dengue, orientando a população com relação aos modos de prevenir a proliferação do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da doença. Os agentes de controle de vetores da Vigilância Sanitária já visitaram 61,2 residências no último trimestre contabilizado (de julho a setembro) e foram proferidas 100 palestras para 20 mil pessoas.

Há muitas explicações para a explosão de casos registrada neste ano. “A dengue é uma doença que tem vários determinantes, que são sociais, ambientais, climáticos, pode ser um ano em que chove mais, em que há mais crescimento das cidades e também quando há um comportamento ambiental inadequado”, o secretário adjunto de saúde e chefe da Vigilância Sanitária, Fernando Baldochi.

Para conscientizar a população, o Caça-Dengue dispõe de jogos educativos e também distribui gibis e calendários em vez de panfletos, que têm mais chance de serem dispensados, para que as pessoas retenham a informação o ano todo.

A meta é visitar todas as residências, escolas e centros comunitários de Franca, além de igrejas, unidades do Rotary e do Lions. Devido às férias, o trabalho nas escolas será retomado com mais força em fevereiro e março. A ação é permanente, mas é mais intensa de novembro até junho, pois o pico do número de casos de dengue ocorre entre abril e maio.

COMO PREVENIR
A comerciante Vanessa Jardim Silva, moradora do Jardim Aeroporto IV, tomou um susto quando sua filha Nina, de seis anos, apareceu com sintomas da doença. Ela já voltou às aulas e aguarda que se confirme a suspeita. “Já sabia como evitar o aparecimento da dengue, mas não tomava os cuidados necessários. O médico não deu muitas orientações quando aconteceu, me senti muito desamparada”, disse a mãe.

A estudante Sabrina Ferreira da Silva, 15, mostra-se bem informada sobre como prevenir a doença. “Já vi na televisão, sei que não pode deixar vasilha virada para cima, que é preciso tampar a caixa d’água e limpar as vasilhas dos cachorros.” Além disso, é preciso evitar o acúmulo de água em plásticos, pneus, vasos de plantas, banheiros desativados e calhas entupidas com folhas. “Os reservatórios de geladeiras mais novas quando degelam acumulam muita água e disso surgem condições muito favoráveis para o aparecimento do criadouro de larvas”, completou Antônia Alves Ferreira Silva, como agente de controle de endemias.
 

Veja o quadro: