Franca registrou uma explosão nas notificações dos casos de dengue este ano. Foram quase 900 doentes ante apenas 50 em 2010. Para evitar uma curva ascendente em 2012, a Secretaria de Saúde intensificou as ações do projeto Caça-Dengue, orientando a população com relação aos modos de prevenir a proliferação do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da doença. Os agentes de controle de vetores da Vigilância Sanitária já visitaram 61,2 residências no último trimestre contabilizado (de julho a setembro) e foram proferidas 100 palestras para 20 mil pessoas.
Há muitas explicações para a explosão de casos registrada neste ano. “A dengue é uma doença que tem vários determinantes, que são sociais, ambientais, climáticos, pode ser um ano em que chove mais, em que há mais crescimento das cidades e também quando há um comportamento ambiental inadequado”, o secretário adjunto de saúde e chefe da Vigilância Sanitária, Fernando Baldochi.
Para conscientizar a população, o Caça-Dengue dispõe de jogos educativos e também distribui gibis e calendários em vez de panfletos, que têm mais chance de serem dispensados, para que as pessoas retenham a informação o ano todo.
A meta é visitar todas as residências, escolas e centros comunitários de Franca, além de igrejas, unidades do Rotary e do Lions. Devido às férias, o trabalho nas escolas será retomado com mais força em fevereiro e março. A ação é permanente, mas é mais intensa de novembro até junho, pois o pico do número de casos de dengue ocorre entre abril e maio.
COMO PREVENIR
A comerciante Vanessa Jardim Silva, moradora do Jardim Aeroporto IV, tomou um susto quando sua filha Nina, de seis anos, apareceu com sintomas da doença. Ela já voltou às aulas e aguarda que se confirme a suspeita. “Já sabia como evitar o aparecimento da dengue, mas não tomava os cuidados necessários. O médico não deu muitas orientações quando aconteceu, me senti muito desamparada”, disse a mãe.
A estudante Sabrina Ferreira da Silva, 15, mostra-se bem informada sobre como prevenir a doença. “Já vi na televisão, sei que não pode deixar vasilha virada para cima, que é preciso tampar a caixa d’água e limpar as vasilhas dos cachorros.” Além disso, é preciso evitar o acúmulo de água em plásticos, pneus, vasos de plantas, banheiros desativados e calhas entupidas com folhas. “Os reservatórios de geladeiras mais novas quando degelam acumulam muita água e disso surgem condições muito favoráveis para o aparecimento do criadouro de larvas”, completou Antônia Alves Ferreira Silva, como agente de controle de endemias.
Veja o quadro: