A menos de um ano para a escolha da nova composição da Câmara Municipal, um em cada dois eleitores francanos não se lembra em quem votou para vereador nas eleições passadas. Outros 30% não votaram em ninguém ou escolheram candidatos que não foram eleitos. Dos atuais parlamentares, Marcelo Valim (PSDB) e Graciela Ambrósio (PP) foram os mais lembrados pelos eleitores entrevistados. Os dados fazem parte de pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Datalink entre os dias 25 de outubro e 1º de novembro.
Os pesquisadores ouviram 600 moradores de dez bairros localizados em todas as regiões da cidade. O estudo foi encomendado por um grupo ligado ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e também avaliou a opinião da população sobre a construção do viaduto na rotatória do Fórum, o peso do apoio do prefeito e as intenções de voto para a Prefeitura em 2012 - esse último dado não foi disponibilizado para publicação.
Sem apresentar nomes, o Datalink perguntou aos entrevistados em qual vereador eles votaram nas eleições de 2008. A maioria, 53,3%, respondeu que não sabia ou não se lembrava, 13,8% disseram que não votaram, votaram em branco ou anularam. Ainda dentro do grupo dos esquecidos, 16,5% citaram nomes de candidatos que não foram eleitos ou sequer disputaram as eleições para vereador, como Gilson de Souza, Téo Maia e Ubiali. “É comum no País o eleitor não se lembrar em quem votou para deputado ou vereador por causa do grande número de candidatos, mas o percentual em Franca está acima da média”, disse Raphael Ferreira de Barros Filho, coordenador técnico do Datalink.
Na avaliação do pesquisador, o esquecimento se deve a vários aspectos. O principal deles seria a falta de comunicação da Câmara e dos vereadores com a população. “Noto que falta um trabalho contínuo de comunicação com a sociedade. Este contato direto deve acontecer ao longo de todo o mandato e não apenas no período de campanha eleitoral”.
Por outro lado, diz, também pesa a cultura do eleitor de não acompanhar o trabalho e cobrar o vereador que ajudou a eleger. “Normalmente, o elo entre o eleitor e o candidato acaba na hora do voto”, afirma Raphael.