09 de julho de 2026

Doméstica de 46 anos é morta estrangulada na São Sebastião


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CENA DO CRIME - Populares em frente à casa na Vila São Sebastião, onde a doméstica Benedita Helena Rita, 46, foi encontrada. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu por estrangulamento

A doméstica Benedita Helena Rita, 46, que residia na Avenida Dom Pedro I, no Parque Moema, morreu no início da noite de ontem (22 de novembro), vítima de estrangulamento. O suspeito pela morte é o ex-marido, o mecânico José Fernando Suave, 46, residente na Vila São Sebastião. A mulher foi encontrada por um dos filhos do casal, sob uma cama da casa do ex-marido, coberta por um lençol. A doméstica chegou a ser socorrida, mas deu entrada no Pronto-socorro “Doutor Janjão” sem vida. O mecânico, que ligou para a namorada do filho para comunicar o que teria ocorrido, desapareceu junto com seu Fiat Uno vermelho. Até o início da madrugada de hoje, ele não havia sido localizado.

O sapateiro Mayk Tayson Suave, 20, filho do casal, foi o primeiro a chegar ao local dos fatos. No depoimento que prestou à polícia, o jovem disse que seu pai ligou para o telefone da sua namorada dizendo que havia matado sua mãe. Segundo o filho, a ligação foi efetuada por volta das 18 horas.

O jovem foi para a casa do pai, um imóvel simples nos fundos da residência da avó paterna, a dona de casa Luzia Marcelino Suave, 73. Chegando, ele entrou e se deparou com a mãe deitada em uma das camas. O corpo estava coberta por um lençol. Mayk ligou para a Defesa Civil pedindo ajuda e para a Polícia Militar informando o que teria ocorrido. Uma equipe da Defesa Civil socorreu a mulher até o “Janjão”. As equipes médicas tentaram reanimar a vítima, mas ela já estava morta.

Policiais ainda estavam no local do homicídio, quando o suspeito ligou para a mãe, Luzia, dizendo o que teria feito e que estava arrependido. O tenente Jean chegou a falar com o mecânico em seu celular, mas ele se recusou a dizer onde estava. “Ele alegou que precisava pensar, que estava em um igreja evangélica e que depois iria se entregar”, disse o policial militar. O delegado Eduardo Lopes Bonfim, que respondia pelo Plantão Policial na noite de ontem, apurou que Suave ligou para vários parentes pedindo perdão.

23 ANOS DE UNIÃO
O mecânico conheceu a doméstica quando tinha 16 anos e os dois passaram a morar juntos meses depois. Foram mais de 23 anos de união que geraram três filhos. Há seis anos, segundo a mãe de Suave, a dona de casa Luzia, os desentendimento acabaram gerando a separação do casal. “Ela conheceu uma colega e passou a sair muito de casa. Ele (o filho) nesta mesma época se envolveu com uma garota e cada um seguiu seu rumo.” Luzia, que mora na casa em frente ao local do crime, disse ainda que não sabia que a ex-nora estava junto com o filho no imóvel dos fundos. “Diziam que eles estavam conversando para reatar, mas meu filho sempre disse que nunca mais voltaria a morar com outra mulher.”