Os médicos Pedro Saad Farah e Carla Marchini Dias da Silva, condenados pela morte da jovem Priscilla Stefane Gola, de 19 anos, foram inocentados pela sindicância aberta pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) para apurar o caso. A condenação na Justiça foi em primeira instância e cabe recurso da decisão.
Os dois foram condenados na Justiça acusados de negligência no atendimento à jovem que era deficiente mental. Segundo a sentença assinada pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Franca, Wagner Carvalho, o médico Pedro Farah, ao tentar colocar um cateter no corpo de Priscilla, teria perfurado seus dois pulmões. Já Carla Marchini teria ignorado os sinais da paciente. A garota morreu no dia 22 de março do ano passado. Sua mãe, Jucélia Arroyo Soares Facco, denunciou o caso ao Conselho de Medicina e à polícia.
Na sindicância que transitou pela sede regional do Cremesp de Barretos, os médicos que investigaram todos os procedimentos do caso consideram que os profissionais agiram corretamente. O arquivamento do caso foi declarado no dia 24 de janeiro deste ano.
O Cremesp não comenta detalhes da sindicância nem as razões que levaram ao arquivamento. Dalmo Henrique Branquinho, advogado dos acusados, disse que deve recorrer da sentença criminal e negou qualquer negligência por parte do hospital ou dos profissionais. “Não houve negligência. Os médicos fizeram tudo o que estava ao alcance para salvar a vida da Priscilla.”