10 de julho de 2026

Mistério ainda cerca morte de aluna da Unesp de Franca de 22 anos


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ADEUS - Thais Caroline Gonçalves, aluna da Unesp

Só a hipótese de homicídio já foi descartada na investigação da morte repentina da estudante Thais Caroline Gonçalves, 22, que cursava Relações Internacionais na Unesp de Franca. Ela morreu no último domingo em Portugal. Segundo a família, Thais era uma garota tranquila de Ouro Fino, cidade do sul de Minas Gerais, que foi para Portugal em fevereiro participar de um intercâmbio na Universidade do Minho, em Braga. No domingo, a universitária foi internada na ala psiquiátrica de um hospital de Braga e faleceu de parada cardiorrespiratória, às vésperas de sua volta ao Brasil.

A necrópsia feita em Portugal acusou causa indeterminada da morte, o que levantou suspeitas entre os parentes de Thais. “Desconfiamos que ela possa ter tomado um remédio e depois terem dado outro por cima, o que pode ter dado uma reação”, afirma Maria de Cássia Pereira, prima de Thaís.

Com despesas pagas pela Unesp, a mãe da estudante, Maria Vitória Gonçalves, viajou para Portugal a fim de autorizar a necrópsia e acompanhar o translado do corpo. Eduardo Celino, namorado de uma prima de Thais, embarcou mais tarde para dar apoio a Maria Vitória e acompanhar as investigações da morte.

A previsão é a de que o corpo chegaria às 19h10 de ontem ao Brasil, para que os familiares possam velá-lo em Ouro Fino na manhã de hoje. Já houve um velório em Portugal na tarde de quinta-feira, seguido de uma missa na sexta.

Após a missa, Celino e Maria Vitória se reuniram com os colegas de Thais. Pelo telefone, Celino disse à reportagem do Comércio que os colegas deram muito apoio à família, mas ninguém sabia dizer o que aconteceu com a jovem.

“A mãe pegou as coisas dela na moradia estudantil, mas não achou o celular. Ainda estamos procurando”, disse Celino. Ele afirmou que a família gostaria de fazer uma nova necrópsia no Brasil, mas isso não será possível devido ao processo de embalsamento do corpo exigido pela viagem.

O primo afirmou ainda que a família foi surpreendida pelas especulações de que Thais estaria sofrendo de depressão. “Isso foi levantado pelo pessoal de Braga, mas quem conheceu a Thais de verdade sabe que ela nunca teve problemas de depressão. Não tem como ter certeza absoluta, mas ela não pulou de prédio nenhum nem tomou coquetel de comprimidos”, disse Celino.