Bombeiros e PMs retiraram do rio Sapucaí no fim da noite de ontem o corpo do motorista Arlindo Sebastião de Souza, 60, morador em Pontal (SP). Ele morreu ao cair de uma ponte entre Patrocínio Paulista e Altinópolis com o treminhão que dirigia. A dificuldade de acesso ao local e a falta de equipamentos prejudicaram o resgate que demorou 12 horas para ser concluído. O homem ficou preso à cabine do caminhão submersa no rio até as 23h de ontem. Depois de desencarceirado, o corpo foi removido ao IML (Instituto Médico Legal) de Franca.
O trabalho contou com ajuda de tratores enviados por uma usina da região e cabos de aço emprestados por moradores de propriedades rurais. Como nada deu certo, um guindaste especial de uma empresa de Orlândia teve de ser levado ao local.
Um irmão de Arlindo e dois sobrinhos, moradores em Londrina (PR), vieram acompanhar o resgate. Antônio Sebastião Souza disse ter ficado revoltado ao saber que seu irmão ainda se encontrava sob a água e reclamou da falta de estrutura no local. “Os bombeiros chegaram aqui bem cedo e fizeram de tudo. Quando chegamos disseram que iria ter um guindaste, mas nada disso foi oferecido pela usina ou pelo dono do caminhão em que meu irmão trabalhava”, disse Antônio no fim da tarde de ontem.
O equipamento só chegou ao local por volta das 18 horas. Antes disso, os envolvidos no resgate tiveram muito trabalho devido ao peso do veículo e aos cabos, que não suportavam e estouravam. A ideia era retirar o caminhão do barranco, já que havia o risco dele cair na hora de retirada o corpo.
A operação começou às 11 horas. Uma força-tarefa foi montada com ajuda de populares e policiais. Os cabos de aço foram amarrados no chassi do treminhão e ao trator, usado para arrastar o veículo carregado de cana. Foram pelo menos seis tentativas, mas o cabo não suportava o peso e estourava. Após quatro horas, o máximo que a equipe de salvamento conseguiu foi puxar o caminhão até meio do rio, retirando-o da área de risco.
Mesmo com veículo longe das demais carretas, os bombeiros ainda não conseguiam resgatar o corpo do caminhoneiro debaixo d’água porque ele estava muito preso às ferragens. “Tudo que pudemos fazer com material que nos colocaram à disposição foi feito. O caminhão foi retirado da área de risco, mas era necessário o uso de um guincho para que fosse levantado”, disse o sargento Ricordi, do Corpo de Bombeiros.