Após três anos, o SVO (Serviço de Verificação de Óbito) de Franca voltou a funcionar em prédio ao lado do Cemitério Santo Agostinho. Sem o local adequado, as necropsias de mortes naturais com causas indefinidas, segundo a Vigilância Epidemiológica de Franca, vinham sendo realizadas nas salas das próprias funerárias. O SVO é responsável por esclarecer as causas de mortes naturais ou em decorrência de doenças.
Para voltar ao prédio anexo ao Santo Agostinho, o órgão aguardava o credenciamento. O prédio teve que passar por reformas e reestruturações, que contaram com aporte financeiro das funerárias da cidade. O investimento foi de cerca de R$ 25 mil. “As empresas de funerárias nos ajudou. Tivemos também o investimento do município que garantiu toda restruturação do local”, disse Fernando Baldochi, chefe da Divisão em Vigilâncias de Saúde do Município.
A adequação do local teve que cumprir determinações exigidas pelo SVOI (Serviço de Verificação de Óbito do Interior), ligado à Faculdade de Medicina da USP, em Ribeirão Preto. O documento avalizado pelo órgão garante a regularização e a efetivação do serviço em Franca.
Segundo Baldochi, o credenciamento que garante o funcionamento do Serviço de Verificação de Óbito nas instalações recém-reformadas foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo recentemente. “Todo serviço passou a ser realizado neste prédio ao lado do cemitério. A sala foi reformada, a geladeira com quatro gavetas está funcionando, além de ter sido feita uma entrada separada para o prédio. Tudo que nos foi exigido pelos diretores do SVOI foi cumprido.”
ALVO DE DENÚNCIAS
O Serviço de Verificação de Óbito de Franca enfrentou inúmeros problemas no final da década de 1990 e no ano de 2007. O órgão foi alvo de denúncias e pedidos de instaurações de procedimentos feitos pelo Ministério Público. Denúncia de que cerca de 200 corpos enterrados em Franca sem atestados de óbitos deu início ao primeiro inquérito, enquanto que o segundo teve origem em problema semelhante ao atual: perto de 60% dos atestados eram emitidos com causa indeterminada.