No último dia 11 a empresa de consultoria internacional FutureBrand divulgou seu ranking Country Brand Index (CBI) - 2011 que avalia a força da marca de cada país no exterior, ou seja, numa pesquisa feita com 3.500 viajantes internacionais - turistas e empresários - somada à informações recebidas de 102 especialistas e de 14 pesquisas de mercado, estabelece-se uma lista dos países que receberam a melhor avaliação a partir de fatores como qualidade de vida, a facilidade de se fazer negócios, turismo e cultura.
O Brasil, nesse novo ranking, subiu 10 posições e hoje alcança o 31º lugar entre 113 países analisados. É a estrela em ascensão entre os países emergentes. Esse levantamento é importante para o país consolidar sua imagem positiva no exterior e o esforço que foi realizado nessa última década no combate à histórica exclusão social e às práticas políticas, econômicas e ambientais negativas aqui existentes.
Entretanto, estamos longe, muito longe, de um patamar de avanços nos fatores analisados. Ainda somos um País ‘em desenvolvimento’ e, da mesma forma que fomos durante décadas o ‘país do futuro’. Devemos, também, atentar para não sermos, durante várias outras décadas, um ‘país em desenvolvimento’. Devemos pressionar os governos para que modernizações institucionais tenham lugar e, principalmente, a distribuição equitativa da riqueza nacional seja cada vez mais potencializada, gerando mais crescimento e qualidade de vida.
Esse estudo mostra, também, a percepção que os estrangeiros possuem do Brasil sobre questões de ‘valores’ como liberdade política, sistema jurídico, liberdade de expressão e consciência ambiental. De acordo com a FutureBrand esses valores melhoraram no Brasil, principalmente no quesito ambiental, e contribuíram para melhorar o ambiente de negócios.
O turismo foi o grande destaque, pois o Brasil ocupa o segundo lugar em uma lista das melhores praias, atrás da Austrália; e ocupa o terceiro lugar entre os melhores países com vida noturna, atrás dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha conforme a avaliação de estrangeiros. O desafio é, justamente, garantir que essas posições não só se consolidem como, também, sejam permanentemente melhoradas, não por simples questão competitiva e de querer melhorar, para os estrangeiros, a posição do Brasil na avaliação mundial, mas, principalmente, porque isso significará melhor condição de vida para o povo brasileiro.
O Ministério do Turismo espera aumentar em 30% o número de turistas estrangeiros até o ano de 2016, mas o potencial turístico interno é muito maior, considerando que somos um país continental e que sair de uma região em um extremo nacional, para outra, equivale a uma viagem entre diferentes paisagens, costumes e cultura.
Portanto, no turismo de lazer e de negócios, precisamos avançar muito na infraestrutura dos aeroportos e portos, melhorar e baratear os transportes nacionais. Precisamos, ainda, investir na construção de linhas de trem para viagens regionais e de integração nacional. Assim, realmente avançaremos com mobilidade que garanta aos turistas e profissionais, qualidade, agilidade e baixo custo.
Cassiano Pimentel
Agente de exportação e professor universitário