O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) se posicionou ontem novamente contrário à criação do curso de medicina na Unifran. Em nota, o conselho justificou que não há necessidade social do novo curso e apontou excesso de escolas médicas no Estado. Segundo o Cremesp, são 30 cursos (dois deles criados recentemente) que formam aproximadamente 2,5 mil novos médicos.
Em fevereiro, as entidades médicas solicitaram ao ministro Fernando Haddad, a não homologação do curso de medicina em Franca, em respeito a relatórios oficiais do próprio MEC, que apontaram as mesmas justificativas.
No documento, o Cremesp ainda informou apoiar “decisões do MEC, em nível nacional, de avaliação periódica, redução de vagas e suspensão do vestibular de escolas médicas mal avaliadas e sem rede instalada para o campo prático da medicina”.
Também contrário à abertura do curso na cidade, o presidente do Sindicato dos Médicos da Regional de Franca e diretor de defesa profissional da Associação Paulista dos Médicos da Regional de Franca, Marco Aurélio Piacesi, disse que a vinda de estudantes de medicina acarreta aumento do preço do aluguel e de serviços. “Os alunos de medicina têm poder aquisitivo alto, o que proporciona essa inflação que não é interessante para uma população de sapateiros.” Piacesi disse ainda se preocupar com os futuros médicos já que não acredita em um vestibular exigente. “Não sou contra a Unifran, penso apenas que a infraestrutura precisa ser mais elaborada.”