Saboreando lembranças e vivências relatadas pelo Professor Luiz Cruz no caderno ‘Nossas Letras’, de sobressalto percebi que (padeço) de um estranho ‘Mal’. Alguém me ajude a denominá-lo, diagnosticá-lo, catalogá-lo (mas não é cura que desejo)! É na visão, sabe? Meus olhos veem minha cidade de Franca em plena exuberância e expansão! São prédios, shoppings, lojas ‘ultra-fashion’, muros altos, grades, alarmes, câmeras de segurança, sofisticados automóveis, ‘manos e minas’, gente apressada olhando só para a frente... Vejo, mas é outro o cenário que enxergo com casas de janelas abertas para a rua, (...) ruas de paralelepípedos reluzentes (com) plaquinhas de madeira com seu nome inscrito, barulho de água de córregos, cheiro de mato e de flores, gente sobriamente vestida, elegantemente se cumprimentando. Dialogam, falam-se. Enxergo liberdade! Pisco os olhos, esfrego e, novamente, só vejo. Será isso letal? Bendito ‘Mal’ necessário ao francano coração. (Se for mesmo) morrerei em paz!!!
Marcionita M. Fernandes
Franca - SP