‘Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa’(Ap.3:11).
INVOCAR O NOME DO SENHOR E LER-ORAR A PALAVRA
Muitas verdades foram reveladas pelo ministério de Paulo, mas era necessário que as igrejas as praticassem. Isso está claro em suas cartas a Timóteo. Ele o deixou em Éfeso para praticar as verdades contidas no livro de Efésio (1Tm 1:3). De modo especial impôs as mãos sobre Timóteo para que este enchesse do Espírito (4:14), pois sabia que tudo precisava ser feito no Espírito. Somente assim as verdades reveladas poderiam ser praticadas.
Segundo o registro histórico, o império romano enviou o general Tito com seu exército para destruir Jerusalém e as coisas relacionadas com judaísmo. Nessa ocasião, prenderam-se os líderes, e alguns mortos. João não foi morto, mas exilado. Na cidade de Jerusalém e no templo não ficou pedra sobre pedra (cf.Mt 24:2). Isso mostra que Deus permitiu a remoção completa da influência do judaísmo na vida da igreja.
Deus não queria também as coisas judiciais, isto é, que a Palavra fosse tomada pelos cristãos como mera doutrina, como letra morta. Por permanecer apenas na esfera judicial, doutrinária, teórica com respeito às verdades bíblicas, o homem acaba caindo na esfera anímica, onde Satanás tem oportunidade de trabalhar sutilmente. O ministério de João surgiu vinte anos depois. Como já dissemos, podemos inferir que nesse longo tempo João foi iluminado e, diante da luz do Senhor, se arrependeu. Precisamos arrepender-nos. Arrependimento é a resposta de alguém que foi iluminado viu seu erro, e sua vida cresceu. Não se arrepender e insistir que está certo é sinal de viver na lama. Quem não se arrepende é anímico. Se você se arrepende, sua vida cresce. Na prisão, João certamente se lembrou do que Jesus lhe falara nos três anos de Seu ministério terreno. Quando recebeu a luz, João deve ter-se arrependido e confessado seus pecados. O resultado disso foi que a vida divina cresceu e seu espírito ficou forte; assim o Senhor pôde usá-lo. No exílio, na ilha deserta de Patmos, o Senhor teve oportunidade de revelar-lhe o conteúdo do livro de Apocalipse.
A condição de João mudou totalmente depois que saiu de Patmos e escreveu o livro de Apocalipse. Ele foi até Éfeso servir à igreja e ali percebeu que, embora tivessem recebido os ensinamentos de Paulo, eles não os praticavam. Em seu ministério ulterior, João quis praticar a revelação que teve do livro de Apocalipse e tentou ajudá-los a sair da esfera anímica levando-os a receber a Palavra de Deus revelada em Apocalipse. João começou a falar-lhes sobre Espírito e vida, segundo o que viu sobre as sete igrejas da Ásia, registradas no livro de Apocalipse.
João viu que a igreja em Esmirna sofreu perseguição e sofrimentos e muitos foram mortos, mas os santos ficaram firmes e o evangelho se propagou. Eles tinham essa condição porque tinham a prática de invocar o nome do Senhor e ler-orar Sua Palavra. Mesmo sob. Perseguição e matança, mo evangelho se propagava e o número de irmãos aumentava. Por isso Deus prometeu dar-lhe como prêmio a coroa da vida (Ap 2:10).
Em Tiatira vemos que o nome de Jezabel substituiu o nome de Jesus; as palavras de Jezabel substituíram a Palavra de Deus. Como Deus precisava restaurar a igreja, a partir de Sardes veio uma obra de restauração: A Bíblia tornou-se pública, porque é a Palavra de Deus, contudo os cristãos ainda não puderam crescer, porque, pelas muitas doutrinas que surgiram, houve divisões e mais divisões. Assim a igreja em Sardes também não praticou invocar o nome do Senhor nem ler-orar a Palavra do Senhor.
De Sardes, o Senhor tirou um grupo de pessoas da situação judicial para introduzir na esfera orgânica de Sua obra, ou seja, num ambiente em que a força propulsora para o cumprimento de Sua vontade é a própria vida divina. Essas pessoas começaram a invocar o nome do Senhor e a ler e orar a Palavra: era a igreja em Filadélfia. Aleluia! A vida cresceu e a coroa da vida prometida à igreja em Esmirna foi dada para a igreja em Filadélfia. Por isso o Senhor lhe disse: ‘Conserva o que tens’ (Ap 3:11b).
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