Vândalos ainda não identificados invadiram o Caic, no City Petrópolis, e destruíram equipamentos eletrônicos, portas e janelas. Na biblioteca, os livros foram arrancados das prateleiras e jogados no chão. A direção da unidade acredita que os marginais queriam queimá-los, pois chegaram a jogar álcool sobre os papéis. Computadores da sala de informática, usados para inclusão digital de alunos e moradores da comunidade, também foram danificados. O prejuízo ainda não foi calculado pela Secretaria Municipal de Educação.
Educadores, funcionários da limpeza e a diretora da unidade disseram ter ficados perplexos com o que viram ao chegar para trabalhar nas primeiras horas da manhã de ontem. Assim que abriram as portas do pavilhão onde são desenvolvidos projetos ligados à cultura, se depararam com a cena de destruição. Marginais não identificados invadiram as dependências e danificaram diversos equipamentos e material didático do setor. Maria Conceição Bego Caleiro, diretora da escola, informou que a depredação atingiu sete salas do Caic Cultura. “A invasão foi pelo telhado. Eles quebraram portas e entraram em várias salas. Um ato de selvageria e puro vandalismo. Quando chequei e um funcionário me falou o que havia acontecido, não acreditei. Mas, quando olhei as salas fiquei triste e ao mesmo tempo perplexa”, disse a diretora.
A sensação de revolta se misturava à tristeza dos educadores e funcionários de outros setores do Caic. Algumas professoras começaram a chorar ao ver o quadro de violência. Os livros que antes estavam guardados nas prateleiras da biblioteca foram ficaram espalhados pelo chão.
O rastro da selvageria se estendeu até a sala dos computadores, onde são realizadas aulas de computação para crianças e moradores da comunidade. “Tudo isso aqui é da comunidade. Não dá para entender como e porquê fizeram isso. No telecentro, que é aberto à comunidade, eles jogaram os computadores no chão. Destruíram muita coisa. Dá uma revolta muito grande. Tudo é a prefeitura que traz, que compra, que equipa a escola. É muito triste ver tudo isso”, disse a diretora.
SEGURANÇA
A unidade escolar conta com sistema de alarme e monitoramento de uma empresa contratada pela prefeitura para fazer a segurança do prédio. Segundo a diretora, no final do expediente da quarta-feira, os funcionários detectaram um problema no alarme. “Entrei em contato com a empresa de segurança e me disseram que nós podíamos fechar as portas que o sistema seria acionado pela central. Não sei o que aconteceu. Só depois das 23 horas o alarme foi ligado”, disse a Maria Conceição.
A secretária de Educação, Leila Haddad Caleiro, esteve no Caic na manhã de ontem. Ela disse estar chocada com o que chamou de “puro ato de vandalismo”. Leila disse que entrou em contato com a empresa de monitoramento e exigiu explicações sobre o ocorrido. “Eles estão providenciando um relatório para nos informar o que aconteceu. Ainda não temos a resposta. Sobre futuras invasões, demos início ao processo para abertura de uma licitação de câmeras em todas as unidades da rede municipal. Temos que lamentar muito o que ocorreu aqui no Caic.”
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