Independentemente da condenação em primeira instância na Justiça Criminal, o padre José Afonso Dé continua sendo investigado pelo Tribunal Eclesiástico da Igreja Católica. O processo está em andamento no Tribunal Interdiocesano de Ribeirão Preto desde março deste ano (mês em que foi inaugurado o órgão na cidade) e, quando concluído, será encaminhado para o Vaticano. Antes, o processo estava sendo preparado pelo Tribunal Eclesiástico de São Paulo. O prazo para envio da documentação a Roma não foi divulgado. É lá que será decidido se o padre perde ou não a batina.
Ontem, o cojuiz do Tribunal ribeirão-pretano, padre Antônio de Pádua Dias, disse que o processo canônico está sendo finalizado e a decisão de anexar a sentença da Justiça Criminal ao processo dependerá do bispo da Diocese de Franca. “O Vaticano já tem ciência da condenação, então a sentença pode ou não ser anexada.” Padre Antônio não quis estipular data para o veredicto do Vaticano.
MISSAS EM CASA
A reportagem do Comércio esteve na casa do padre Dé na terça-feira, dia da publicação da matéria, e ele não foi localizado. Ontem a reportagem apurou que o padre se encontrava no imóvel e que, na terça ele esteve fora para ir ao médico, em Mococa (SP). Ele sofre de complicações no canal da urina e vai sempre até a cidade para tratamento.
Ontem, fiéis que acompanham o padre disseram que ele, até o momento, não mudou sua rotina e continuará a rezar missas. Uma de suas celebrações está marcada para este domingo, em sua casa, em bairro da região central da cidade.
Segundo o bispo diocesano Dom Pedro, o padre pode e deve continuar rezando, porém de maneira mais reservada. O bispo disse ser importante uma “vida de oração e meditação, pois só de Deus vêm a paz e o saber viver, mesmo na tribulação.”