Um trabalho árduo com exposição ao sol e sem infraestrutura adequada. Assim é o dia a dia dos funcionários das olarias de Cássia, atividade econômica considerada a segunda fonte de renda do município mineiro e motivo de preocupação para a administração municipal.
Segundo a prefeita Ana Cáris (PT), muitos trabalham em situação precária no setor e precisam do apoio da Prefeitura. Durante a paralisação das atividades em março, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação distribuiu cestas básicas para as famílias de trabalhadores da área. “O setor tem sua importância na cidade e sua extinção causaria um impacto muito negativo na economia local, pois as olarias são geradoras de emprego.”
Olga de Oliveira, secretária de Desenvolvimento Social, disse que uma das maiores preocupações é com a existência de trabalho infantil no local. “Fazemos visitas mensais nas olarias para verificar a realidade dos trabalhadores e ver se há crianças trabalhando e fora da escola.” Olga negou ter encontrado, em alguma das visitas que fez desde o ano passado, crianças nessa situação, mas confirmou a presença de menores de idade no trabalho pesado —a lei proíbe o trabalho de menores de 18 anos em locais insalubres.
“Para eles ofertamos todos os nossos serviços e cursos como os de informática, pesponto, escola de circo e artesanato, além de fazermos um trabalho de resgate para a escola.”
A gerência regional do Ministério do Trabalho em Poços de Caldas, responsável por Cássia, não quis dar detalhes das fiscalizações realizadas nas olarias da cidade.
Segundo a secretaria municipal, os funcionários das olarias são de ambos os sexos e de diferentes faixas etárias, têm baixa renda, pouca escolaridade e perfil de Bolsa Família.