O Poliesportivo será palco da estreia do Vivo/Franca no NBB 4 no próximo dia 21. Mesmo com a data de reabertura marcada, o contrato de cessão do ginásio ainda não foi assinado. Segundo Reginaldo Emídio da Silva, presidente da FEAC (Fundação Esportes Arte Cultura) de Franca, o motivo é desconhecido. “Eu tenho cobrado o presidente (Luís Carlos) Teixeira para que me mande a minuta do contrato assinado ou se tiver alguma coisa (quesito) para mudar que me passe aquilo que não está conveniente para o clube. Assim, encaminharemos o documento para nosso departamento jurídico analisar”, afirmou Emídio.
O presidente da FEAC informou que o último contato que teve com Luís Carlos Teixeira, presidente do Franca Basquete, foi na manhã de ontem e que ele se comprometeu a entregar até a tarde de hoje as sugestões de mudanças de alguns itens do contrato. A reportagem do Comércio da Franca tentou saber com o presidente que itens são estes, mas ele não foi encontrado para falar sobre os motivos que estariam emperrando a assinatura. No clube, ontem, a informação foi que Teixeira estava em Ribeirão Preto cuidando de assuntos particulares e, por isso, seu celular estava desligado.
A reportagem levantou que o contrato provocará gastos extras ao Franca Basquete e que isso estaria motivando a demora do acerto com a FEAC. Há itens que repassam ao clube a manutenção de funcionários para cuidar da limpeza de vestiários e sanitários após jogos e treinamentos. O clube também será responsável por atos de vandalismo nas dependências do ginásio.
Em outro artigo com as obrigações do Franca Basquete consta orientações da empresa que executou as obras do novo piso do ginásio. Elas devem ser rigorosamente observadas para evitar a perda da garantia do piso que é de cinco anos. Entre os cuidados, estão itens como evitar goteiras, inundações e infiltrações de água. A não observância será de responsabilidade do clube. A manutenção e eventuais reparos do placar eletrônico também ficará por conta do Franca Basquete. Ninguém soube informar quanto o clube gastará a mais com as novas exigências.
O artigo 3.2 do documento também gera problema. Segundo informações extra-oficiais, ele seria conflitante com o regulamento da LNB (Liga Nacional de Basquete), responsável pelo NBB (Novo Basquete Brasil ou campeonato brasileiro), que exige para jogos com transmissão pela TV a inserção do logotipo do NBB no círculo central da quadra. No contrato, a FEAC estabelece que o local deve abrigar a bandeira de Franca.
Reginaldo Emídio ainda alertou a necessidade de realizar adequações a apontamentos do Tribunal de Contas do Estado. O número de propagandas dentro do ginásio deve diminuir. Cadeiras, a parede que dá acesso aos vestiários, propagandas nos corrimões e alguns banners no teto devem ser retirados, pois desrespeitam uma regra de que somente 25% da área interna deve ser ocupada por este tipo de material.