A decisão sobre a abertura de um processo criminal contra o médico José Rubens Perani Soares é mantida em sigilo. O anestesista é acusado pelo Ministério Público Estadual de abusar sexualmente de uma adolescente de 15 anos na Santa Casa de Franca e de uma criança no Hospital Unimed São Joaquim.
No último dia 24 de outubro, os promotores apresentaram a denúncia à Justiça de Franca, pedindo a prisão do médico e a suspensão dos direitos de ele exercer a profissão. Duas fontes que atuam no Fórum da cidade disseram extraoficialmente que a decisão teria sido proferida ontem, aceitando a denúncia e abrindo um processo contra José Rubens, mas negando os pedidos extras feitos pelo MP - prisão preventiva e a suspensão das atividades profissionais do médico.
A informação não foi confirmada oficialmente. Na 1ª Vara Criminal, onde o processo corre, o funcionário que atendeu ao telefone disse não estar autorizado a dar qualquer informação sobre o caso que está sob sigilo judicial.
No Gaeco, grupo especial do Ministério Público que apresentou a denúncia à Justiça, a postura foi a mesma. Nenhum dos dois promotores ligados ao caso, Eduardo Tostes e Yuri Borges de Mendonça, quis se pronunciar. “Não posso dar nenhuma informação a respeito. Estou proibido por conta do sigilo imposto neste caso para proteger as vítimas. Não confirmo nem mesmo a Vara em que corre a denúncia”, disse Eduardo.
A reportagem tentou mais uma vez ouvir o médico José Rubens Perani Soares, mas seu celular continua desligado.