11 de julho de 2026

Ladrões furtam R$ 10 mil de casa de comerciante na Santos Dumont


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O médico José Rubens Perani Soares, acusado pelo Ministério Público de ter abusado sexualmente de uma adolescente e de uma criança nos centros cirúrgicos da Santa Casa e do Hospital Unimed São Joaquim, continua trabalhando na cidade. Ele atua como médico autorizador do Centro de Credenciamento e Processamento no DRS-8 (Departamento Regional de Saúde de Franca).

Funcionário concursado do Ministério da Saúde, ele atende no departamento mantido pela Secretaria Estadual de Saúde desde 1989. Ontem trabalhou normalmente. A reportagem esteve no local para entrevistá-lo, mas ele já havia ido embora. Os guardas informaram que José Rubens Perani Soares não estava presente e disseram que ele trabalha todos os dias no local, mas o horário não é fixo. “Funcionamos das 8h às 17h. Mas ele não tem um horário certo. Tem dia que vem cedo e dia que vem tarde”, disse um dos guardas.

Como autorizador, José Rubens tem a função de reavaliar os pedidos de exame e medicamentos de alto custo encaminhados à Secretaria Estadual de Saúde. “É responsabilidade dele conferir se o pedido feito pelo médico é o mais indicado para o caso. Ele confere exames e atestados. Pode até solicitar uma nova avaliação do paciente, mas, normalmente, não tem um contato direto”, informou a assessoria de imprensa da secretaria estadual.

Segundo a assessoria de imprensa da secretaria estadual, José Rubens deve seguir trabalhando normalmente mesmo com a denúncia feita pelo Ministério Público. “A Secretaria aguardará a decisão da Justiça para avaliar se deve adotar sanções administrativas cabíveis.”

SEM CONTATO
Durante toda a terça-feira, o Comércio tentou falar com José Rubens Perani Soares. O telefone de sua casa na cidade permanece desligado. Em seu antigo consultório, ninguém soube informar seu paradeiro. Seu celular também dá sinal de desligado. A reportagem deixou recado na caixa postal, mas, até o fechamento desta edição não houve resposta.

O advogado Ademir de Oliveira, que o acompanhou no depoimento ao Ministério Público, disse que não teve contato com o médico.