“ETERNO”
PARA TODAS AS MÃES QUE, COMO EU, TIVERAM SEU FILHO RECOLHIDO TÃO CEDO
Como lidar com as perdas? Isso não nos ensinaram. Principalmente perda tão valiosa: um filho. Essa realidade foge do processo da vida. Melhor seria que não acontecesse, mas acontece: aconteceu com Maria, comigo e com tantas. E as perguntas que ficam: como prosseguir? Como lidar com tanta dor? Como vencer a saudade? Se a ausência é tão presente que hoje pensamos muito mais no nosso filho ausente do que quando estava ao nosso lado, é uma realidade que a nossa própria mente não quer aceitar, porque uma mãe nunca perde um filho, o nosso amor.
E o vínculo entre mãe e filho é eterno, é além de qualquer dor. Somos verdadeiras mães de amor, um amor eterno e sobrenatural. Conseguimos tirar de situações tão dolorosas forças para continuar sendo mãe à nossa volta.
Hoje, somos diferentes, muito diferentes. Se sorrimos, o sorriso é diferente, as palavras têm outro significado e, nas pessoas, valorizamos a essência da alma. E o trabalho das nossas mãos reluz na nossa mente, e eu consigo prosseguir, prosseguir olhando para o próximo, sendo útil ao inútil, vendo a dor do meu irmão como se fosse a minha dor, olhando sempre para o alto de onde virá o socorro, Jesus Cristo.
Vamos fazer hoje valor, porque tudo é de Deus, por Deus e pra Deus. O verdadeiro dono.
Um grande abraço de mãe pra mãe, e não se esqueça eu choro junto com vocês.
Mãe de amor: Zelma Vietro.