Cinco pessoas morreram em menos de 24 horas em acidentes na Rodovia Cândido Portinari. Os dois casos foram colisões entre veículos. O primeiro aconteceu na noite de sexta-feira - uma colisão frontal entre duas caminhonetes. O empresário francano João Paulo Fernandes, 25, morador no Centro, que dirigia uma Amarok bateu de frente com uma F-1000 dirigida pelo vendedor ambulante Antônio da Silva, 74, morador em Araxá (MG). Os dois condutores morreram na sexta-feira. O funcionário de Fernandes, Sílvio Célio de Freitas, 54, do Centro, morreu na madrugada de sábado.
Na manhã de sábado, outra tragédia na Cândido Portinari. O acidente foi em frente ao posto de combustíveis Postinho, antes do trevo de Jeriquara. Os vendedores Francisco Assis da Silva, 60, do Jardim Luiza, e Valter Júnior dos Santos, 36, do Jardim Paulistano, morreram após o carro que ocupavam ser atingido por um caminhão. Bombeiros estiveram no local e retiraram os corpos presos nas ferragens.
Segundo a Polícia Rodoviária, com base no depoimento do motorista do caminhão Carlos Alberto Martins, 40, morador em Porto Ferreira (SP), o veículo seguia sentido Cristais Paulista a Pedregulho e, no trevo de acesso ao posto, bateu na Parati dirigida por Santos. “Segundo o motorista do caminhão e pelo que podemos notar pelas marcas no asfalto, o condutor do veículo Parati fazia o mesmo sentido e foi cortar a pista para entrar no posto, usando o acesso. Ele não respeitou a parada obrigatória e, quando tentou cruzar a pista, o caminhão bateu no meio do lado esquerdo e arrastou o carro por cerca de 80 metros. O local é bem sinalizado, algum tipo de negligência aconteceu por parte dos envolvidos. Passageiro e motorista do carro morreram na hora”, disse o sargento Klaus, da Polícia Rodoviária.
O motorista do caminhão disse que ainda tentou evitar a colisão, mas não deu tempo. “Foi muito rápido. A Parati entrou com tudo na frente, não tive como desviar. Sou motorista há 12 anos e faz cinco que passo por aqui. Estava indo para Sacramento (MG) carregar meu caminhão com madeira. Foi uma fatalidade”, disse Martins.
Bombeiros foram acionados e, quando chegaram ao local, constataram que os dois ocupantes da Parati estavam mortos. “Um médico da Autovias constatou as mortes. Coube a nós, a retirada dos corpos. Eles morreram na hora”, disse o sargento Cruz.
Silva e Santos saíram de Franca e seguiam para Pedregulho, onde iriam trabalhar vendendo suas mercadorias - panelas, espelhos e peças para enxoval. Os corpos foram identificados pela mulher de Francisco que, ao tomar conhecimento do desastre, foi para o local do acidente. Ao reconhecê-los, ela entrou em estado de choque.
Veja fotos do acidente no Blog do Vaz.