Estudar em Franca ficará mais caro a partir de 2012 para os 13.688 alunos que estão matriculados nas 76 escolas particulares da cidade. O reajuste nas mensalidades para o próximo ano letivo pode variar de 7% até 10%, e não deve ficar abaixo da inflação. O anúncio do percentual deve ser confirmado no período das matrículas, no fim deste mês.
O Comércio consultou nove escolas particulares da cidade. Quatro delas cogitaram um aumento entre 8% e 10%. Três instituições preveem aumentos que acompanhem a inflação e não devem ser muito acima de 7%. O Colégio “Caetano Caprício”, do sistema Anglo, preferiu não adiantar informações sobre valores. Apenas o Novo Colégio já tem seu reajuste confirmado em 7,5%.
O Sieesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo) orienta que as escolas façam seus reajustes em torno de 10%. Segundo o vice-presidente da entidade, José Augusto de Mattos Lourenço, a conta foi fechada com base no IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) que em setembro foi de 7,46% e na taxa de inadimplência que em agosto era de 7,59%. “A escola tem de propor um aumento até 45 dias antes da volta às aulas. Se o início das atividades for em 1º de fevereiro, as escolas têm até 15 de dezembro para apresentar os valores da anuidade, que não podem ser alterados até dezembro de 2012. É preciso ter uma bola de cristal para poder prever e não dar problema no futuro”, disse Lourenço.
DILEMA
A professora Clemilda Fêlix Corrêa, 46, tem uma filha de 13 anos que estuda no 8º ano, no Colégio Samaritano. A menina está na escola desde a pré-escola e de lá para cá sua mensalidade subiu até chegar a R$ 440 neste ano. Agora, a professora se preparara para apertar mais uma vez o orçamento e absorver um possível reajuste de 10%, R$ 44 a mais por mês em 2012. “Meu salário nunca foi o suficiente, mas faço aquele orçamento apertado. Deixo o lazer de lado e vou controlando para ver se sobra dinheiro para pagar a escola dela”, contou ela.
Apesar da dificuldade, a professora está decidida a manter a filha no atual colégio. “Infelizmente, tive que fazer essa opção porque a rede pública não oferece boas condições e você acaba ficando para trás”, disse a professora, que trabalha para o Estado.