08 de julho de 2026

Para uma velhice saudável


| Tempo de leitura: 4 min

Um erro comum da grande maioria dos jovens é achar que são imortais e intocáveis. Fazem tudo sem medir as consequências de nada, afinal de contas, “a vida é para ser vivida”. Mero engano. Os anos vão passando e aquela comida que você mais gosta começará a pesar no estômago e causará reações nada agradáveis. Ou quando você fizer uma caminhada leve e terminar bufando, os seus pulmões vão mostrar que são quase incapazes de puxar todo o ar que você necessitará. Mas estes são somente alguns dos sinais de que seu corpo não é mais o mesmo, que ele não é tão indestrutível como você julgava e ele necessita de alguns cuidados. Cuidados às vezes simples. Mas é quando você ultrapassa a barreira dos 60 anos que a chance de ter uma doença causada pela baixa imunidade do corpo ou como consequência direta de seus hábitos são muito grandes.

De acordo com Luiz Roberto Ramos, ex-diretor científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, todas as pessoas estão propensas a desenvolver, pelo menos, uma doença crônica durante a velhice. Então, chegou o momento de pensar no futuro e começar a se prevenir. E, para aproveitar ao máximo todos os benefícios da melhor idade, o Se Liga, com a ajuda da geriatra Ana Maria Bruxelas, listou as doenças mais comuns nos idosos e preparou algumas dicas para você se prevenir desde já. Afinal de contas, você não quer gastar toda a sua aposentadoria com remédios e médicos, quer?


OSTEOPOROSE

É causada pela deficiência de cálcio no organismo, o que resulta em uma má renovação do tecido ósseo, deixando-o mais poroso, aumentando consideravelmente o risco de uma fratura e até mesmo a diminuição na estatura.

Sintomas
Não existem sintomas específicos. É preciso prestar atenção na fragilidade do osso.

Prevenção
Para evitá-la, além do consumo frequente de cálcio, a vitamina D e o sol também são muito importantes, pois são necessários para que o organismo consiga absorver todo o cálcio que é ingerido. O maior problema é que a vitamina D não faz parte dos alimentos que costumam frequentar a mesa do brasileiro, como o salmão. Ela também é encontrada na gema do ovo, porém em menor quantidade. Além do cálcio e da vitamina D, o corpo precisa da luz solar para conseguir realizar o processo de calcificação dos ossos. Sem o sol e a vitamina D, existe o risco de acontecer a calcificação do coração, dentre outras complicações. Atividades físicas ajudam a fortalecer o tecido ósseo.


HIPERTENSÃO

Aumento significativo da pressão sanguínea, causado pela diminuição nas artérias, dificultando a passagem do sangue. O aumento da frequência cardíaca resultante deste processo pode causar inúmeras complicações, incluindo AVCs e paradas cardiovasculares.

Sintomas
A maioria das pessoas que tem hipertensão não apresenta sintomas. Quando presente, porém, podem manifestar-se como dor de cabeça, sangramento nasal, tonturas e zumbidos no ouvido. Outros como palpitação, dor no peito, falta de ar, inchaço, alterações visuais, perda de memória e de equilíbrio, palidez, problemas urinários e dores nas pernas demonstram que os órgãos alvo da doença podem estar comprometidos.

Prevenção
Controlar principalmente a ingestão diária de sal. A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda o consumo de 5 gramas/dia. Evitar o stress, praticar atividades físicas e não fumar são dicas importantes.


PARKINSON E ALZHEIMER

São doenças neurodegenerativas que não provocam a morte, mas diminuem a autonomia da pessoa. Ambas são causadas pela morte de neurônios em diferentes locais do cérebro. O Mal de Parkinson afeta a musculatura, causando tremores involuntários. Já o Alzheimer resulta na perca da memória recente.

Sintomas
Essas doenças vão piorando gradativamente. Diminuição da capacidade motora e eventuais lapsos de memória.

Prevenção
Estudos mostram que pessoas que trabalham o raciocínio lógico diariamente têm mais chances de não adoecer. Então estude um pouco de música ou resolva alguns problemas de matemática e até mesmo aprenda um novo idioma.


DIABETE

Doença metabólica que afeta a capacidade do organismo de produzir insulina, hormônio responsável por transformar a glicose em energia, culminando em diversas complicações se não tratada corretamente.

Sintomas
Os mais comuns são o excesso de sono, problemas de cansaço, dificuldade em efetuar as tarefas desejadas e produção de urina em exesso.

Prevenção
Controlar a quantidade de áçucar ingerido diariamente é muito importante. O consumo do colesterol bom (HDL) também é vital, pois ele ajuda a limpar o colesterol ruim (LDL) das artérias e ajuda o fígado a convertê-lo em ácidos biliares. Azeite extra-virgem, nozes e castanha-do-pará são fontes ricas em HDL. Atividades físicas também ajudam na prevenção.

OBS: Visando facilitar a compreensão do leitor, a reportagem se concentrou nos estilos mais comuns das doenças acima citadas, pois existem diversas variações das mesmas.