Morreu às 2h25 da madrugada do domingo, 9 de outubro, no Hospital São Joaquim, a conhecida empresária Shyrley Ferreira Kairala, aos 83 anos. Internada na quinta-feira anterior, dia 13, com pneumonia, Shyrley não resistiu às complicações da doença agravadas pela debilidade própria da idade e por sequelas do AVC que a acometeu em maio de 2009.
Era pedregulhense, filha de Elpídio Ferreira e Conceição, irmã de Elpídio Ferreira Filho. Teve 36 anos de casamento com o empresário Jorge Kairala e ficou viúva dele em dezembro de 2010. A história de ambos, como comandantes da tradicional “A Lâmina de Ouro” é conhecida. Criaram uma das primeiras lojas de departamentos de Franca, inaugurando o conceito na cidade. Comercializavam produtos e equipamentos para odontologia, laboratórios, fotografia, equipamentos eletro-eletrônicos, perfumaria e, por muitos anos, foi a principal loja de discos francana.
A educação e o comprometimento com a clientela tornaram referencial o endereço e líder do mercado regional em sua área, a empresa. Ela foi, por anos, funcionária e gerente. Jorge Kairala, viúvo de Hiva Mellem Kairala – com quem teve 3 filhos (Roberto, cirurgião vascular, casado com Vera; Ricardo, engenheiro eletrônico, casado com Sandra, e Reinaldo, cardiologista, casado com Silvana), 9 netos (Renata, Rafael, Rodrigo, Alexandre, casado com Mariane; Leonardo, falecido; Hiva, Elisabeth, Bruno e Bárbara) e 2 bisnetos (Ana Beatriz e Victor) –, decidiu-se por construir, com Shyrley, segundo matrimônio.
Paralelamente à vida familiar e profissional, Shyrley se dedicou à filantropia na Igreja Metodista do Brasil. Jorge, a atividades de benemerência junto à Loja Maçônica Três Colinas e Independência III. Mas era em família que se podia ver a alegria com que viviam juntos. Cotidianamente podia-se observá-los, pela cidade, sempre de mãos dadas. “Foram marido e mulher e, sobretudo, gente que se respeitava, que gostava de conviver um com o outro, além de mestres em fidalguia e educação”, disse a amiga Maria Regina Franz Di Maio.
Nos últimos anos, Shyrley dedicou-se, de corpo e alma, a cuidar de seu marido, portador do Mal de Parkinson, mesmo debilitada pela necessidade de cirurgia de mama, atingida por um câncer sem recidiva. Recuperava-se quando sofreu o AVC. Parcialmente recuperada, continuou a cuidar de Jorge até a morte dele, em dezembro do ano passado. Shyrley sentiu muito a perda.
A amiga Maria Regina tem marcado na memória o último contato que teve com ela, em visita no Hospital São Joaquim, final da semana antes de sua morte. “Muito sofrida, disse-me que pedisse a Jorginho – como o chamava – que viesse buscá-la”. Despediu-se da vida na madrugada do domingo.
O velório aconteceu no São Vicente de Paulo, com a presença das amizades mais próximas, familiares e religiosos da Igreja Metodista do Brasil. O sepultamento se deu, também no domingo, no Cemitério da Saudade.