09 de julho de 2026

Quando o professor era respeitado e valorizado


| Tempo de leitura: 1 min

Já houve um tempo — e não faz tantos anos assim — que um professor tinha status de autoridade, como um promotor ou Juiz de Direito. Ganhava um bom ordenado, a ponto de fazer com que alguns médicos ou engenheiros dedicassem ao menos um período para dar aulas. As mocinhas, em sua grande maioria, ao terminar o antigo ginasial faziam o curso normal, formando-se professoras primárias. Era uma exigência dos pais para só depois poderem se casar com o namorado, que ficava esperando esses anos todos. Tem inclusive aquela famosa música do Adelino Moreira (Normalista, gravada pelo Nelson Gonçalves) retratando isso. Era bastante atraente a carreira de professor. Daí o nível elevado. Para se ter ideia de como os alunos respeitavam os professores, a classe toda ficava de pé quando eles pisavam na sala. Diretor, então, calava um pátio repleto de alunos só de circular por ali vez ou outra. Bons tempos aqueles que vivemos. Lamentavelmente, hoje o desrespeito é tão grande, que em vez de ficarem de pé, fazem gozação e chegam a agredir seus mestres. Nossos governantes esqueceram-se tanto da educação que hoje dar aulas transformou-se numa das profissões menos desejadas e procuradas. Mas também quem vai querer se arriscar a ser agredido por um adolescente, desses que não receberam educação, dando aulas em três períodos, e depois receber uma miséria como salário? Não dá mais. Portanto, a nossa homenagem, hoje e sempre, aos heróis do magistério que ainda restam e que são lembrados apenas durante campanhas eleitorais, através das falácias dos candidatos. Com a educação e o ensino piorando tanto, é triste imaginar como serão as próximas gerações.