A imagem de N.S. da Conceição Aparecida foi encontrada em 1717, no rio Paraíba por alguns pescadores. Por cerca de 20 anos, o pescador Filipe Cardoso conservou a imagem em sua casa. Depois foi-lhe construída uma capelinha onde permaneceu por 143 anos até ser levada, em 1888, para a Basílica Velha. Em 1980 foi entronizada na Basílica Nova, inaugurada por João Paulo II. É invocada com a seguinte oração:
Lembrai-vos, ó Clementíssima Mãe Aparecida, que nunca se ouviu dizer que alguns daqueles que têm recorrido, invocado vosso santíssimo nome e implorado vossa singular proteção, fosse por vós abandonado. Animados com essa confiança a vós recorremos, tomando-vos de hoje para sempre por nossa mãe, nossa protetora, consolação e guia, esperança e luz na hora da morte. Senhora, livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos e a vosso santíssimo Filho, nosso Redentor e nosso Senhor Jesus Cristo. Virgem bendita, preservai-nos de todos os perigos da alma e do corpo; dirigi-nos em todos os negócios espirituais e temporais. Soberana Senhora, livrai-nos da tentação do demônio, de todos os males que nos ameaçam, para que, trilhando o caminho da virtude, possamos, um dia, ver-vos e amar-vos na eterna glória por todos os séculos dos séculos. Amém.
Oração
Da ternura de Deus
Deus, nosso Pai, crescemos, ficamos autossuficientes, e pedimos a herança que nos cabe na vida. Longe de nossa casa, criamos deuses à nossa imagem e semelhança. Cansamos e nos afadigamos por nada. Sobrecarregamos com inúteis fardos, e vamos aprendendo as lições de nossas próprias insanidades. Andarilhos de promessas de paz, de felicidade, jamais cumpridas, e mendigos de sentimentos de ternura e de misericórdia, perambulamos em círculos sem nunca nos encontrar. E, cansados, pedimos colo e nos entregamos como crianças ao vosso Anjo de luz, para que nos conduza de volta aos nossos corações. Mesmo quando distanciados de nós mesmos, ainda assim somos iluminados pela luz do vosso olhar e acompanhados pela vossa bondade. Desvencilhai, pois, nosso agir de toda mentira e falsidade e dai-nos a simplicidade de coração, que nos torna dignos do vosso reino.
Os cinco minutos dos santos/ J. Alves.
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.