c. 316-397-bispo- “Martinho” quer dizer “belicoso”, guerreiro”.
Natural de Sabária, Panônia (Hungria), S. Martinho é considerado o pai do monaquismo latino no Ocidente e o grande missionário dos camponeses gauleses. Como o pai, seguia a carreira militar, mas converteu-se ao cristianismo, decidindo-se pela vida monástica. Ordenado sacerdote em 360, fundou uma comunidade semi-eremítica em Ligugé, que foi um dos primeiros mosteiros da França. Eleito bispo de Tours em 370, fixou suas bases em Marmoutier, mosteiro por ele construído perto de Tours. Era lá que ele, depois de suas incursões missionárias, se retirava para refazer suas forças espirituais e seu ardor apostólico, conciliando ação (bispo) e contemplação (monge). Foi um pastor exemplar, dedicado à formação do clero e à evangelização dos pobres. Não media esforços para ir ao encontro de seu povo nos mais remotos lugarejos de sua diocese. Apesar de ser bispo, jamais deixou de ser monge, buscando no silêncio do mosteiro seu encontro com Deus.
S. Menas
Séc. III mártir- “Menas” lembra “Terra”
Menas é considerado um dos grandes santos do Egito. Foi um soldado egípcio do exército romano, acampado na Frigia. Quando estourou a perseguição de Diocleciano (284-305), deixou o exército e embrenhou-se pelo deserto, levando uma vida de penitência e de contemplação. Um dia, movido pela força do Espírito Santo, compareceu na cidade e confessou publicamente a fé em Jesus. Preso e decapitado, seu corpo foi lançado às chamas. Segundo a tradição, ele costumava aparecer repentinamente, montado em seu cavalo, socorrendo os que invocavam nos momentos de dificuldades.
Oração
Do amor sincero
Deus, nosso Pai, pela força do Espírito vos confessamos como Deus todo-poderoso, na certeza de que vosso amor por nós dura para sempre. Possamos hoje celebrar a vosso nome, porque vosso amor é para sempre (Sl. 136). Porque eterno é o vosso amor, o ódio, a violência, o egoísmo, a falta de fraternidade não hão de nos atemorizar, mas nos induzam a reaprender o amor sincero, que supera toda a arrogância e excede toda a morte. Porque eterno é vosso amor, possamos reaprender o perdão e a conversão, o serviço desinteressado e generoso; possamos reaprender os caminhos da fraternidade e da comunhão; possamos abrir nossa mente ao que é novo e salutar. Porque sois a plenitude da vida e vosso amor é eterno, arrastai-nos às fontes da Água viva e mitigai a nossa sede de comunhão. Somos os ramos vivos e vós a Videira eterna; fazei-nos produzir abundantes frutos de paz e de alegria interiores: “Eu sou a videira, e vocês são os ramos, quem fica unido a mim fará muito fruto”.
Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves
São Paulo, Editora Ave-Maria.