“Pelágia” significa “aquela que é do mar”
Contemporânea de S. João Crisóstomo. Segundo a tradição, Pelágia foi uma dançarina de rara beleza, arrojada, vaidosa, debochada e liberada de Antioquia. Amava com paixão a dança e gostava de ostentar suas ricas pérolas, por isso era chamada de “Margarita” que, em grego, significa “Pérola”. Um dia, Nono, que era bispo de Edessa, pregava nas portas da igreja, quando apareceu a bela e rica Pelágia desfilando em seu cortejo. Então Nono disse: “Tornar-se tão bela só para agradar a um homem mortal, como devemos nós enfeitar nossa alma para agradar a Deus”. E acrescentou: “Esta mulher é uma lição para nós, bispos. Preocupa-se mais com sua beleza e sua dança do que nós com nossas almas e nosso rebanho.”
Cativada por Nono, acabou convertendo-se ao cristianismo, mudando radicalmente de vida. Disfarçada de homem, foi então para Jerusalém. Passou o resto da vida sozinha em uma gruta no Monte das Oliveira. Era por todos conhecida com o nome de “Pelágio.”
Oração
Da busca da ressurreição
Deus, nosso Pai, sede nossa luz e nossa direção neste dia. Velais por nossa saúde e por nossa paz interior. Ajudai-nos a sermos mais nós mesmos, mais gente, e assim encontremos a alegria e a paz interior. Ajudai-nos a viver intensamente cada momento de nossa vida, sabendo que tudo caminha inexoravelmente rumo à unidade perfeita, nada é repetido, mas tudo se soma no cumprimento do vosso desígnio de amor. Tudo está suposto naquilo que ainda não foi, mas que é semente do que, no tempo propício, haverá de ser: vida renascida, vida ressuscitada. Todas as promessas anunciadas e todos os sonhos de paz e de fraternidade serão realizados, em uma terra sem males. Senhor, sois a vida ressuscitada, e vosso corpo resplandecente e glorioso é a certeza de que nossa é a ressurreição. Para quem vos ama não existe fim, mas eterna parição na vossa luz. Não existe morte, mas ressurreição pelo poder de Deus.
Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves.
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.