Os agentes da Guarda Civil Municipal de Franca terminarão hoje o treinamento com as pistolas Taser, equipamento não letal que fará parte do armamento da corporação. Há duas semanas os guardas vêm testando a pistola em voluntários da própria corporação e civis. Na próxima semana o curso para utilização do armamento deve entrar em nova fase. Antes dos equipamentos serem colocadas em funcionamento nas ruas, todos os 60 guardas passarão por análise psicológica.
Ao todo 30 tasers foram compradas pela prefeitura com investimento de cerca de R$ 90 mil. O dinheiro é do Ministério da Justiça e foi repassado ao município através de convênio. O equipamento, conhecido também como “arma de choque”, dispara dardos que aderem ao corpo da pessoa e liberam uma descarga elétrica. A ideia é que o choque deixe o suspeito desnorteado, possibilitando sua abordagem e imobilização pelos guardas (leia mais em texto nesta página). As tasers serão utilizadas para dar mais segurança aos guardas civis que operam fiscalizando e vigiando prédios municipais.
De acordo com secretário de Segurança do Município, Sérgio Buranelli, a prefeitura terá que avaliar as condições dos integrantes da Guarda que irão operar o equipamento antes de utilizar as armas. “Iniciamos a qualificação do nosso pessoal para sua utilização. Um técnico devidamente credenciado pela Polícia Federal coordenou o treinamento, explicando como a arma funciona, em que situações e condições”, disse o secretário.
O próximo passo do curso será a análise psicológica de todos os 60 integrantes da Guarda Municipal que irão carregar o equipamento. Ainda não existe uma data para os agentes portarem efetivamente as pistolas. “O tempo é o de menos. É um material muito útil no dia a dia e será usado somente em casos extremamente necessários, quando, por exemplo, um infrator partir para cima de um guarda durante uma abordagem e que não tiver como o agente se defender”, disse Buranelli.
POLÊMICA
Ao mesmo tempo em que equipa a Guarda Civil com pistolas taser, a Prefeitura de Franca avalia a viabilidade do serviço. Até o último mês de agosto, os agentes tinham como principal atribuição ajudar a Polícia Militar na fiscalização do trânsito. Mas uma lei aprovada pela Câmara proibiu os guardas de multarem. Agora, de acordo com o secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto, o município está fazendo um estudo para dar nova nomenclatura à Guarda, o que acabaria com a corporação da forma como ela é hoje.