A Polícia Técnico-Científica de Franca recebeu neste mês equipamentos de última geração para a elucidação de crimes. Os peritos do IC (Instituto de Criminalística) vão ter à disposição tecnologia e metodologia semelhante à utilizada nos seriados de TV, como CSI (Crime Scene Investigation). A equipe recebeu três maletas forenses com equipamentos que permitem, por exemplo, visualizar manchas de sangue e sêmen, mesmo em pequenas proporções, até em ambientes escuros.
As maletas contêm máquina fotográfica digital, GPS, trena digital, laser, clinômetros (instrumento para medir inclinações ou ângulos), paquímetro (instrumento que mede as dimensões lineares internas, externas e de profundidade de uma peça) e netbook com software forense de comparação e tratamento de impressões digitais certificado pelo FBI.
Há também oito lanternas de luzes forenses com óculos, protetores e visualizadores de vestígios, pós diversos para levantamento de impressões digitais e reagentes para identificação de sangue, sêmen, drogas e outros vestígios.
O perito Edmilson Martins, 50, há 18 anos trabalhando na Polícia Técnico-Científica, foi o primeiro profissional francano a se habilitar para usar a nova tecnologia no início do mês. Ele recebeu treinamento em um curso em São Paulo.
O material foi utilizado pela primeira vez no roubo que acabou na morte da dona de casa Mariana Cândido Alves, 76, mãe do prefeito de Itirapuã, Marcos Henrique Alves (PSDB). “Usamos pela primeira vez neste episódio lamentável. Coletamos impressões digitais utilizando vários espectros de luzes. Essas impressões serão comparadas com as fichas datiloscópicas dos suspeitos, o que permitirá saber se eles estiveram ou não na cena do crime”, disse Martins.
TREINAMENTO
Os outros peritos francanos foram habilitados em curso ministrado na última segunda-feira em Franca pelo próprio Martins, que foi o encarregado de repassar o conhecimento adquirido na capital.
A nova tecnologia permite ao perito obter subsídios ainda no local do crime e informar a autoridade policial sobre os primeiros rumos de uma possível investigação criminal. “Nós trabalhamos com vários materiais que envolvem quase toda a gama de ação da perícia criminal. Os óculos com filtro para trabalhar as luzes em buscas de pelos, sêmen e fluídos orgânicos diversos, por exemplo, são de última geração. Todo o material que possa ser útil, seja no crime contra o patrimônio, seja no crime contra pessoas, está à disposição.O perito não vai atrás de quem seja o autor, mas esta tecnologia de primeiro mundo e última geração é um instrumento para a investigação policial”, comentou Martins.
O material está sendo usado em Franca e nas outras 16 cidades sob responsabilidade da Delegacia Seccional de Franca.