10 de julho de 2026

Sindicatos recorrem à Justiça contra extinção de Aduaneira


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PARADO - Imagem de arquivo mostra o interior do galpão da Estação Aduaneira de Franca que deixou de funcionar em julho. O espaço era utilizado por cerca de 300 empresas

O Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), o Sindicouro (Sindicato da Indústria de Curtimento de Couros e Peles de São Paulo), o Sindibor (Sindicato da Indústria de Artefatos de Borracha de São Paulo) e o Sindicato Rural de Franca entraram com uma ação civil pública contra o Governo Federal para o restabelecimento do serviço de aduana prestado na cidade.

Desde o último mês de julho, a Estação Aduaneira de Franca deixou de funcionar, o que teria prejudicado as exportações de calçados, café, borracha, peles e couros. “O objetivo da ação é evitar o colapso econômico e social da região, extremamente vinculada à importação e exportação dos produtos que produz e comercializa”, disse o advogado Luiz Lago Júnior, do departamento jurídico do SindiFranca.

O fechamento da Aduaneira, segundo a ação movida pelos sindicatos, ocorreu sem nenhuma explicação por parte da Receita Federal. “As empresas da região têm buscado o serviço em Ribeirão Preto e Campinas, mas elas não têm condições de atender a demanda do serviço”, disse o advogado.

A Estação Aduaneira de Franca era utilizada por cerca de 300 empresas. Juntas, no período de julho de 2010 a junho de 2011, elas movimentaram mais de US$ 18 milhões em exportações e mais de US$ 11 milhões em importações.